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Após vencer Emmy, ‘Teerã’ volta com Glenn Close aprofundada no Irã

Sucesso da atração israelense possibilitou mais ação à segunda temporada, que já está com os dois primeiros episódios disponíveis

Mariane Morisawa, Especial para o Estadão

09 de maio de 2022 | 05h00

Depois de vencer o Emmy Internacional de melhor série dramática, em novembro, o thriller israelense Teerã volta para uma segunda temporada e com uma novidade e tanto: a presença da atriz Glenn Close, oito vezes indicada para o Oscar e ganhadora de três Tonys e três Emmys. Close é Marjan Montazemi, uma psicóloga inglesa que mora há anos no Irã e atua como agente do Mossad, o serviço secreto israelense. Os novos episódios estreiam à sextas no Apple TV+ e os dois primeiros já estão no ar.

“Espero que séries internacionais como esta sejam o novo normal”, disse Close em entrevista que contou com a participação do Estadão, por videoconferência. “Uma das razões pelas quais aceitei o projeto era por estar em uma plataforma global. Eu saúdo as plataformas que estão buscando boas histórias, não necessariamente em inglês, em diferentes países. Acho que vai ser o futuro e queria participar dele desde seu princípio.”

Close estudou a história iraniana para interpretar o papel. Refugiados iranianos em Atenas, onde a série é gravada, foram seus instrutores de farsi e camareiros. “Glenn teve uma conexão imediata com essas pessoas. E isso representa o que a série é, nós queremos conectar os seres humanos por trás do conflito”, disse o diretor Daniel Syrkin em entrevista ao Estadão

Montazemi vai ser a nova coordenadora da personagem principal, Tamar (Niv Sultan), uma jovem agente nascida em Teerã e criada em Israel. Na temporada passada, Tamar, que é especialista em hackear redes de energia, voltou à cidade natal para ajudar a destruir um reator nuclear. Mas não deu certo. Agora, ela precisa cumprir uma última missão antes de sair do Irã junto com o namorado iraniano, Milad (Shervin Alenabi), membro da resistência ao regime. Só que a tarefa, bem-sucedida, vem com um preço bastante alto, levando-a a querer vingança. Montazemi vai ajudá-la. 

“Na 2.ª temporada, Tamar está mais envolvida e ativa”, informou Niv Sultan ao Estadão. “É uma missão quase impossível. E ela tem envolvimentos emocionais nesta temporada: tem Milad, a motivação para completar sua nova tarefa é pessoal. Só que agentes secretos não devem misturar a emoção em seu trabalho, então vai ser interessante ver como tudo se desenrola.” 

O sucesso surpreendente da 1.ª temporada fez com que a produção tivesse mais recursos – originalmente uma aquisição do Apple TV+, agora tem a plataforma como participante ativa. “Esta temporada é mais forte, tensa, com mais ação”, explicou Dana Eden, uma das criadoras de Teerã.

Elite

Desta vez, Tamar precisará circular na elite iraniana, que se parece muito com a elite de qualquer outro país do mundo. “Ficamos surpresos, eles são podres de ricos e podem fazer o que quiser, mesmo estando em um país muito restritivo e religioso.”

Segundo os produtores, Teerã tenta apresentar outros lados da cultura iraniana, com respeito. “O fato de sermos, infelizmente, inimigos, faz com que tenhamos de olhar para o outro e entendê-lo. Foi isso que tentamos fazer na série. Nós, israelenses, provavelmente somos demonizados pelos iranianos. Tentamos não fazer o mesmo. Queremos respeitar nosso inimigo. Queríamos que os iranianos que assistem à série vissem algo autêntico.”

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