Macall Polay/FX
Macall Polay/FX

Após sucesso da primeira temporada, 'Pose' retorna com novos episódios

Série sobre bailes LGBT em Nova York nos anos 1980 concorre aos principais prêmios da temporada

Mariane Morisawa, Especial para o Estado

04 de janeiro de 2020 | 07h00

LOS ANGELES - A estreia de Pose em 2018 foi um marco na televisão. A série criada por Ryan Murphy desvendava o universo dos “ballrooms”, os bailes com concurso de fantasia e dança que dão voz e expressão a homossexuais e pessoas trans em Nova York, em sua maioria não-brancos, nos anos 1980. Mas também agregava pessoas da comunidade LGBTQ. Desde então, vieram indicações a prêmios na forma de troféus – Billy Porter levou o Emmy. “Eu aparentemente virei um ícone fashion”, disse Porter, que faz o mestre de cerimônia Pray Tell, em entrevista a jornalistas em Beverly Hills. O ator ficou famoso por seus figurinos luxuosos e ousados nos tapetes vermelhos, incluindo um smoking com saia rodada. A atriz Dominique Jackson, que faz Elektra Abundance, estrelou uma campanha da grife Valentino. 

A segunda temporada de Pose chega ao Brasil neste sábado, 4, às 21h15, no Fox Premium 1, um dia antes de Porter provavelmente arrasar no tapete vermelho do Globo de Ouro, ao qual concorre na categoria ator de série dramática. “Eu fiquei muito surpreso com a resposta das pessoas”, disse Porter. “Gente branca de 60, 70, 80 anos de idade vem falar comigo na rua sobre o poder da mensagem da família e de como todo o mundo só quer ser amado.” 

Por trás das casas de nomes glamourosos que competem nos bailes, há uma família. A líder é a mãe, que cuida daqueles rechaçados por suas famílias pelo fato de serem homossexuais ou trans. Esta temporada dá um salto no tempo e traz a breve euforia dos frequentadores dos bailes de serem adotados pelo mainstream graças à música de Madonna, Vogue. Mas também fala de ativismo no auge da epidemia de aids. “Fomos um pouco mais fundo e talvez haja aspectos mais sombrios”, disse a roteirista e diretora Janet Mock, referindo-se à violência contra mulheres trans e à inspiração no caso de Dorian Corey, que tinha uma múmia no guarda-roupa. “Quisemos investigar por que ela faria aquilo”, disse Mock. 

Para Porter, a segunda temporada teve um momento especial em seus 30 anos de carreira. “Sempre estive fora do armário. Sendo homossexual, ainda mais um homossexual negro, você é assexual”, disse. “Nunca fui o objeto da afeição de ninguém. Até agora: fiz minha primeira cena de beijo e de amor, aos 50 anos de idade.” E, com o bom humor de sempre, emendou: “Vou assistir só depois de tomar um tranquilizante”. 

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