Zero ressuscita "sucessos" dos anos 80

Quem tem menos de 25 anos provavelmente nunca ouviu falar da música Agora Eu Sei, aquela com o ex-vocalista do RPM, Paulo Ricardo, e muito menos do grupo Zero, um dos nomes do rock Brasil no meio da década de 80. Depois de quase 15 anos sem lançar um disco, o Zero, liderado pelo vocalista Guilherme Isnard, está de volta e acaba de lançar Electro Acústico, terceiro disco da banda.Além do vocalista, a formação atual ainda traz outros dois remanescentes da formação original, o guitarrista Eduardo Amarante e o tecladista Freddy Haiat, além do baixista Ricky Villas-Boas. A banda preferiu não arriscar em um repertório totalmente novo. O disco, com 15 canções, tem apenas 4 inéditas. O restante é baseado nos dois álbuns lançados nos anos 80, Passos no Escuro, de 85 e Carne Humana, de 87, ambos fora de catálogo em CD. Das novas canções, o destaque fica com Em volta do Sol, uma levada pop acústica que lembra os grupos Matchbox Twenty e Hootie & The Blowfish, e Dedicatória, que mostra a sofisticação musical do grupo. Já as canções antigas receberam novos arranjos na linha dos discos acústicos, que invadiram o mercado fonográfico nos últimos anos.Todos os hits da banda foram incluídos, entre eles, o maior de todos, Agora Eu Sei, com direito a duas versões, uma acústica e outra meio dançante. Outro bom momento é a versão de Quimeras, com um piano seco e a voz de Isnard em destaque. Para saciar ainda mais a fome dos antigos fãs, o disco ainda conta com as mitológicas Formosa, Cada Fio Um Sonho, Os Olhos Falam e Carne Humana, em leitura zen, com sitar e tablas. A curiosidade fica na música Heróis, que apesar de antiga, nunca tinha sido gravada. No disco, ela aparece com as participações de Philippe Seabra, da Plebe Rude e Bruno Gouveia, do Biquini Cavadão. A grande ausência é Quero te Contar, a única do primeiro disco que não foi regravada. O CD foi lançado por uma gravadora independente, mas é distribuído pela Sony Music. O Zero promete um disco com músicas inéditas para o ano que vem.

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