Yoko Ono lança o disco <i>Yes, I´m a Witch</i>

Muito já se falou sobre Yoko Ono: que foi aresponsável pela dissolução dos Beatles, e até que é uma bruxa, algoque ela assume sem complexos ao falar sobre seu novo disco Yes, I´ma Witch (EMI), com releituras des clássicos de suaCarreira. "Sim, eu sou uma bruxa, mas uma bruxa boa", disse ela. No novo trabalho, que será lançado esta semana, a viúva do músico JohnLennon revisita os sucessos de sua carreira, e os coloca nas mãos denovos artistas, como The Flaming Lips, Cat Power, Antony and theJohnsons, Spiritualized, Peaches, Le Tigre, Hank Schoklee e TheApples in Stereo. Em entrevista por telefone à EFE, Yoko garante que não buscanada especial com este trabalho. "Simplesmente tinha acumulado estas criações preciosas, e percebique eram muito boas. A gravadora também pensou assim, e decidiulançá-las", afirmou. "Escolhemos as músicas mais emblemáticas da minha carreira, e asmostramos a estes grupos. Foram eles que decidiram o que gravariam",explica a artista. O resultado é um disco no qual estas bandas"fizeram o que desejaram com as canções". Consciente, mas "orgulhosa", de sempre ter tido a sombra deLennon pairando sobre sua cabeça, Yoko gosta de sentir-se "a mãeda vanguarda musical", formada por bandas como as presentes em seunovo disco e que, segundo ela, souberam "transformar as canções comrespeito". "Estes novos músicos são incríveis, são pessoas que, emborajovens, estão muito próximos e preparados, e com os quais criei umagrande proximidade, uma relação muito forte, como a de uma espéciede família. É um prazer trabalhar com grupos que têm essa grandecriatividade própria. Eles me fizeram lembrar que eu e John (Lennon)realmente fomos os únicos independentes nos anos 60", afirmou. Como compositora, Yoko acredita que é "boa", mas que"simplesmente não foi valorizada" pela revista especializada em música Rolling Stone. Noentanto, continua sendo um ícone do século 20, cuja "fórmula parapermanecer no topo é não pensar em como permanecer nele", embora narealidade reconheça que não se sente em nenhum topo. "Simplesmente sinto que estou respirando", diz ela.

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