Yamandú faz única apresentação em SP

Quem não acompanhava de perto os festivais nativistas do Rio Grande do Sul só ouviu falar de Yamandú Costa no segundo semestre do ano passado. Agora, quem não sabe quem é Yamandú - nome que se pronuncia como "Djamandú" e que em tupi-guarani significa Senhor das Águas - deve ficar com os ouvidos mais atentos. Uma chance de conhecer o estilo vigoroso e ousado do jovem violonista é ir na única apresentação que Yamandú faz hoje, às 21h, no Teatro da Cultura Inglesa.Aos 22 anos, com dois CDs e um Prêmio Visa no bolso, Yamandú já é considerado um dos principais instrumentistas do Brasil. Músico formado desde criança nas escolas das Califórnias, Coxilhas e de outros festivais regionalistas (ao todo são quase cem por ano), Yamandú é filho do multi-instrumentista Algacir Costa (nome respeitado na música nativista do Sul) e começou a tocar violão aos sete anos.Utilizando um violão de sete cordas, Yamandú se caracteriza por uma forma de tocar forte e áspera, e não raramente chega a arrebentar diversas cordas durante um único concerto. Se a música regionalista é sua base, a sua área de interesse está cada vez maior: Yamandú já se apresentou com o bandolinista Armandinho (ex-Cor do Som) e prepara um projeto com repertório de gafieiras ao lado do saxofonista Paulo Moura.Morando há três anos no Rio de Janeiro, Yamandú também escuta Dilermando Reis, João Pernambuco e temas do folclore gaúcho, uruguaio e argentino, além de se dedicar ao estudo do choro. Aí a influência passa por outro mestre: o maestro Radamés Gnatalli, autor da Suíte Retratos, professor de Tom Jobim e Raphael Rabello.Yamandú Costa. Hoje, às 21h, no Teatro da Cultura Inglesa (Rua deputado Lacerda Franco, 333, Pinheiros). R$ 20.

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