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Wild Nothing, atração de festival gratuito, volta às atividades com novo disco

Banda é a principal atração do festival Jim Beam History Fest, realizado neste domingo, 17

Pedro Antunes, O Estado de S.Paulo

16 Julho 2016 | 06h00

Depois do hype, a estrada. Depois da estrada, um novo disco. Depois dele, a estrada de novo. O ciclo, sem data para acabar, foi interrompido por Jack Tatum, o líder e criador da Wild Nothing, banda de pop viajante que despontou na virada da última década. Depois do lançamento dos dois primeiros discos do grupo distantes por um par de anos, Gemini (2010) e Nocturne (2012), a vida do guitarrista e vocalista se dividiu: passou a viver entre “Tatum-artista” e o “Tatum-comum”. “Percebi que minha vida pessoal inteira havia sido colocada em uma pausa por tempo indeterminado”, conta o músico nascido na Virgínia, nos Estados Unidos, que recentemente se mudou com a namorada para a Califórnia.

Tatum decidiu desfazer a ruptura. Transformar as duas personas em uma só de novo. Em 2014, o Wild Nothing passou longe dos palcos. No ano seguinte, não chegou a uma dezena de apresentações. A ideia com Life on Pause, o terceiro álbum da trupe, lançado em março deste ano, é não viver nos extremos. “Eu ficava tentando viver essas duas vidas ao mesmo tempo”, conta o músico, ao telefone, dias antes de viajar ao Brasil.

Diante disso, a banda segue a passos mais vagarosos. E, desta forma, chega a São Paulo pela primeira vez. O Wild Nothing é a principal atração da estreia do festival Jim Beam History Fest, evento gratuito que será realizado neste domingo, 17, na Praça Dom José Gaspar. A banda se apresenta às 20h, no palco principal. 

Life on Pause, um disco esteticamente distante de Nocturne, soa mais orgânico que todos os seus antecessores. “Acredito que cada álbum deve ser único. Ter uma sonoridade única. Foi isso que busquei para ele enquanto o criava”, explica Tatum. O que faz de Life on Pause único nesta tríade de álbuns do Wild Nothing é o resgate bastante indireto do soul e funk setentista. São leves pinceladas desse balanço – principalmente nas linhas ligeiras de baixo –, que ajudam a criar uma atmosfera mais rebolativas. Tudo com a devida parcimônia indie, veja bem. “Não tive medo de ir atrás de canções antigas como fonte de inspiração. E elas estão ali, mesmo que de uma forma bastante minimalista”, diz ele.

E o título do trabalho deriva diretamente da ideia de que a vida pessoal de Tatum estava em transe. “Uma vida estava acabando com a outra. Era uma antropofagia”, ele resume. “E, para compor esse disco, eu realmente quis parar com tudo isso. Ficamos longe da estrada e só voltamos ao mundo das turnês quando realmente achamos que era a o momento.”

JIM BEAM HISTORY FEST 

Praça Dom José Gaspar. 

Domingo (17), a partir das 15h. Entrada gratuita.

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