Whitesnake e Judas Priest tocam em São Paulo

Whitesnake e Judas Priest se apresentam hoje em São Paulo, depois de tocarem na noite de terça-feira, em Porto Alegre. Começaram quebrando a lei da acústica ruim do Gigantinho, que tem fama de ter umas das piores acústicas do mundo. A noite começou com uma apresentação do guitarrista Fernando Noronha, guitarrista de blues na linha texana de Stevie Ray Vaughn, que foi jogado à platéia essencialmente fã de heavy metal, para uma apresentação solitária, tocando Voodoo Chile, de Jimi Hendrix. A não ser pelo fato de a canção de Hendrix ser considerada uma espécie de ancestral das bandas de metal que surgiriam nos anos seguintes, a aparição não fez muito sentido e rolou até um princípio de vaia.Mas a malfadada abertura foi rapidamente esquecida com a entrada em cena do Whitesnake comandado por David Coverdale. Com o forte e aristocrático sotaque britânico, Coverdale arriscou até um português arrevesado saudando o público de "Porto Alegra". Coverdale abriu o show com Burn, dos tempos em que substituiu Ian Gillan à frente do Deep Purple e soltou a voz, tanto em canções pesadas, como Still of the Night, como nas baladas já clássicas, como Is This Love? e Crying in the Rain. Quando o Judas Priest chegou, foi com toda pompa e circunstância. Se o show do Whitesnake foi straight rock, com paredões de Marshall compondo o cenário, a galera do Judas veio com ares de montagem operística. No palco com escadarias e plataformas móveis, tudo para Rob Halford, a voz do Judas Priest, montar seu personagem, um misto de cowboy gótico e príncipe das trevas, fazer seu show "back in black" recheado de sucessos de uma carreira que já se estende por mais de 30 anos.Judas Priest e Whitesnake. Arena Skol/Anhembi - (35 mil pessoas). Alameda Olavo Fontoura, 1209. Telefone: 6846-6000. Hoje, 19 horas (16 horas abertura dos portões). R$ 120 e R$ 180

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.