Visita de Madonna dá esperança aos malavianos

Ministra dá seu apoio a Madonna que, segundo ela, sustenta 6 orfanatos com cerca de 25 mil crianças

AP, LILONGWE, Malavi

02 de abril de 2009 | 19h02

"Madonna, Madonna", gritam as crianças descalças. Até pouco tempo o nome da estrela não significava muito para os habitantes desta nação do sul da África, onde os televisores checaram só em 1999.

 

Só um punhado de profissionais urbanos conhecem suas canções no Malavi. Inclusive agora, tudo o que as crianças sabem é que ela é uma mulher branca endinheirada que se hospeda em um hotel luxuoso perto de seu povoado. Esta é a terceira viagem de Madonna ao Malavi desde 2006, quando criou uma organização beneficente para ajudar crianças pobres e órfãos, um dos quais adotou. Na manhã de Sexta-feira a cantora vai saber se poderá adotar uma menina de 4 anos chamada Mercy James. Hoje, Madonna obteve o apoio de uma ministra malaviana, antes da sentença do juiz.

 

"Temos cerca de 2 milhões de órfãos no Malavi que precisam de ajuda", disse na quinta Anna Kachikho, ministra do Bem-estar para a mulher e a criança. "Não podemos cuidar de todos como pais. Se pessoas como Madonna adotam mesmo que seja apenas um ou dois desses órfãos será uma boca a menor que teremos que alimentar".

 

Os críticos acusam a cantora de usar sua fama e fortuna para acelerar o processo de adoção e dizem que a menina estaria melhor com seus parentes. Madonna disse que segue os procedimentos regulares de adoção.

Kachikho, cujo ministério processa todas as adoções no Malavi qualificou os críticos de ingratos. "Ela mantém seis orfanatos através de sua fundação Raising Malavi'', disse Kachikho. "Mantém no total 25 mil crianças".

 

Durante a semana passada, Madonna e seu séquito viajaram em três caminhonetes esportivas atraindo grandes multidões em suas visitas a um abrigo infantil fundado por sua organização e um orfanato onde viveu David, seu filho adotivo de 3 anos.

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