Salvatore di Nolfi/EFE
Salvatore di Nolfi/EFE

Violinista André Rieu se apresenta hoje em São Paulo

Músico holandês fará 22 shows no Ginásio do Ibirapuera e pode bater recorde de Roberto Carlos

FELIPE BRANCO CRUZ - Jornal da Tarde,

29 de maio de 2012 | 10h41

Aos 62 anos, o violinista holandês André Rieu se considera um popstar da música clássica. E tem motivos para isso. Em seus 34 anos de carreira, o maestro conseguiu, tocando apenas repertório erudito, vender em todo o mundo 30 milhões de CDs e DVDs e fazer shows em mais de 30 países. Agora, pela primeira vez, ele trará seu espetáculo ao Brasil com um aparato digno de astros pop: 15 contêineres de equipamentos e 180 pessoas, entre músicos e técnicos. Ao todo, serão 22 apresentações no Ginásio do Ibirapuera, a partir de hoje, às 21h. “Sou um popstar que toca música clássica e minha inspiração é Strauss”, disse Rieu ontem, em entrevista coletiva em São Paulo. O célebre compositor austríaco batiza a orquestra de Rieu, a The Johann Strauss Orchestra.

O produtor Manoel Poladian, responsável pela vinda do artista ao Brasil, destacou que, a princípio, estavam previstas apenas seis apresentações no País, mas a grande procura por ingressos fez com que a temporada se estendesse. Serão dez dias seguidos, de hoje a 10 de junho, com apenas uma folga, no dia 4. Após a maratona, Rieu volta a sua cidade natal, Maastricht, na Holanda, para gravar um DVD na praça Vrijthof, com público previsto de 10 mil pessoas. A próxima parada por aqui, no entanto, será logo. Em julho, terá uma nova série de shows.

Com números dignos de turnês de nomes como Madonna e U2, André Rieu, quando tiver encerado sua turnê, poderá bater o recorde de público do Ginásio do Ibirapuera, levando ao todo 176 mil pessoas, oito mil por apresentação (em caso de todas as noites estiverem lotadas). O recorde atual é de Roberto Carlos, que cantou para 85 mil pessoas.

De Strauss a Michel Teló

O espetáculo de Rieu é uma mistura de show pop e música erudita. Ao mesmo tempo em que executa com perfeição peças clássicas, Rieu interage com a plateia, criando um ambiente informal e divertido. No repertório, valsas vienenses e trilhas de filmes dividem espaço. Talvez por isso ele desperte tanta fúria em músicos tradicionais. “Não sei o que eu faço para o público gostar do meu show, mas sei que me apresento olhando nos olhos deles e não de costas para a plateia”, diz Rieu. “É sempre difícil achar alguém que acredite na minha música. Eu acredito e acho que o público também”.

Para agradar aos brasileiros, Rieu preparou algumas surpresas. Uma delas deverá ser a execução de uma música de Michel Teló. “Escutei essa música no meu escritório. A música brasileira toca em todo mundo”, diz. Aliás, na banda de Rieu está a soprano brasileira Carmen Monarcha. “Descobri ela em um show em Hamburgo, na Alemanha. Ela estava na plateia cantando muito melhor do que a artista principal”, lembra maestro André Rieu.

Para hoje, só há ingressos com visão parcial do palco. Nas demais datas, quase todos os setores estão disponíveis. Segundo Manoel Poladian, cerca de 70% deles já foram vendidos. Mas, apesar do apelo popular, os preços estão longe disso, de R$ 140 a R$ 600.

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