Violeta de Outono tem acervo relançado

O guitarrista e vocalista do Violeta de Outono, atração de hoje na Choperia do Sesc Pompéia, Fábio Golfetti, conta que o primeiro registro de sua banda se deu por iniciativa de um dos proprietários da loja de discos Wop Bop. "Em 1985, o René Ferri teve a idéia de fazer um disco brinde para os clientes de loja e tivemos a sorte de sermos os escolhidos", lembra o músico. Os 1,5 mil LPs promocionais Violeta de Outono - Reflexos da Noite acabaram na primeira semana e seguiram-se outras prensagens, dessa vez pagas, que chegaram à casa dos 7 mil exemplares, uma infinidade dentro do mercado alternativo. "Reflexos de Noite é o nosso melhor trabalho, não do ponto de vista técnico, mas sim, do conceito que já estava todo anunciado ali." De agrado aos clientes mais chegados, a iniciativa tornou-se um selo fonográfico que lançaria ainda discos da ex-Gang 90, May East, dos santistas do Harry, dos sorocabanos do Vzyadoq Moe, a impagável compilação Censurar Ninguém Se Atreve e a antológica despedida dos paulistanos do Fellini, Amor Louco. O show do Violeta de Outono, único remanescente da movimentação musical que tinha na loja da galeria da Barão de Itapetininga seu ponto de confluência, é a celebração de uma época. Os discos do catálogo do selo voltam agora na forma de CD sob o nome de Coleção Wop Bop (Gorilla Hi- Fi). Por trás das reedições está o músico, produtor e DJ Alex Cecci. "Na época eu trabalhava como office-boy no centro da cidade e freqüentava muito a Wop Bop, o que foi fundamental na minha formação´´, diz ele, lembrando que suas atenções estão voltadas para gravações obscuras da Jovem Guarda e do samba rock. É a memória afetiva musical salvando títulos.

Agencia Estado,

08 de março de 2001 | 10h45

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