Veteranos fazem a segunda noite do Prêmio Visa

Hoje, o 6.º Prêmio Visa de MPB - Edição Compositores, realizado no Espaço Promon, chega à sua segunda eliminatória, da qual participam o carioca Felipe Radicetti, os paulistanos Jean Garfunkel e Paulo Garfunkel, o mineiro Celso Adolfo e o baiano Gereba. São todos veteranos, que há algum tempo estão na estrada da música, mas que para muitos ainda soarão como novos.Eles estão entre os 24 concorrentes desta edição do prêmio, escolhidos entre 2.893 autores inscritos (um recorde), vindos de 27 Estados brasileiros e também de outros países, como França, Espanha, Itália, Alemanha, Áustria e Estados Unidos. Estes últimos, brasileiros que vivem no exterior. A maior concentração de candidatos selecionados é de São Paulo, Rio e Minas Gerais, padrão que não difere das edições anteriores.Trazendo na bagagem três décadas de música e mais de 80 composições, gravadas no Brasil e exterior, o músico baiano Gereba abre sua apresentação com Três por Acaso; depois canta Te Esperei, que já foi gravada por Beth Carvalho e Fagner. "A terceira é Pirilampo do Uauã, nome de um lugarejo que fica a 30 quilômetros de Canudos e onde vivi dos 7 aos 14 anos", conta Gereba. Ele encerra a apresentação com A Oração e O Combate, escrita em parceria com padre Enóque, em que presta homenagem ao centenário da Guerra de Canudos. "O Prêmio Visa é uma janelona para que os compositores e autores da MPB se expressem, contem sua história", acredita.Para destacar os momentos marcantes da trajetória, Jean e Paulo Garfunkel incluíram no repertório de hoje Mazzaropi, que foi gravada por Pena Branca e Xavantinho; a toada Cruzeiro do Sul (segundo Paulo, defendido com maestria pelo cantor Renato Braz, vencedor da segunda edição vocal do Prêmio Visa de MPB); o samba Calcanhar de Aquiles, consagrado na voz de Elis Regina, e Não Vale a Pena, que faz parte do repertório de Maria Rita, filha de Elis. Além de voz, Jean ficará no violão e Paulo, na flauta, clarineta e sax tenor. "O prêmio é um reconhecimento aos compositores", diz Paulo.O cantor e compositor Celso Adolfo é outro exemplo de que um talento muitas vezes não encontra espaço para se expressar. "Essa premiação respeita o compositor da música brasileira. Isso permite a sobrevivência de várias gerações da música, nas quais existem pessoas talentosas, mas que, não se sabe por que, não encontram espaço nas gravadoras e na mídia", protesta ele. Para a apresentação de hoje, Celso escolheu apontar momentos distintos de sua trajetória, incluindo Coração Brasileiro (do disco homônimo, produzido por Milton Nascimento, em 1983) e O Tempo (de seu novo disco).Para Felipe Radicetti, festivais com boa visibilidade, como o Prêmio Visa, são os principais instrumentos para artistas independentes terem acesso aos meios de comunicação e poderem mostrar seu trabalho. "Todos os festivais são importantes, mas aqueles que têm maior abertura são melhores instrumentos", diz. Radicetti selecionou canções como Indiviso e a inédita Na Corda Bamba para apresentar hoje à noite.6.º Prêmio Visa de MPB - Edição Compositores. 2.ª eliminatória. Hoje, às 21 horas. Entrada franca. Os convites devem ser retirados a partir das 14 horas. Espaço Promon. Avenida Juscelino Kubitschek, 1.830, telefone 3847-4111.

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