Hannah Carvalho
Hannah Carvalho

Ventre amplia os horizontes do power trio com show especial e novo disco

Banda carioca faz show com grupo E a Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante, dentro da programação do CCSP

Pedro Antunes, O Estado de S.Paulo

12 Julho 2017 | 05h00

Uma das atrações mais instigantes do Centro do Rock, programação especial do Centro Cultural São Paulo criada para o mês de julho, no qual se comemora o dia do rock (celebrado dia 13, nesta quinta), o encontro do trio carioca Ventre com a banda paulistana E A Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante não é completamente inédito, mas é quase.

O show conjunto, com as duas bandas no palco, leva o simpático nome de E a Ventre Nunca Me Pareceu Tão Distante, e só foi exibido em Goiânia, no festival Bananada, em maio. A performance será reeditada neste domingo, 16, às 18h, na Sala Adoniram Barbosa. 

O Centro do Rock ocorre de 11 a 30 de julho, no CCSP, com música, cinema e literatura. Veja a programação completa aqui.

“Somos todos amigos de rolê, de outras bandas”, explica Larissa Conforto, baterista da Ventre, sobre a união ocasional das duas bandas no palco cujo fruto é um terceiro elemento, musicalmente complexo, no qual os integrantes dos dois grupos conversam musicalmente, completam-se e preenchem os espaços deixados pelas versões originais das músicas de ambos. 

Larissa é a primeira da Ventre a deixar o Rio rumo a São Paulo – ela também trabalha com Tiê e Thiago Pethit, o que faz a mudança fazer sentido –, mas em agosto estará de volta à cidade para dar início ao segundo disco da banda ao lado de Gabriel Ventura (voz e guitarra) e Hugo Noguchi (baixo).

“Não seremos uma banda que fica fazendo show extra”, brinca. A vivência desde o bem-sucedido disco de estreia, que leva o nome do grupo, e a turnê posterior pelo País iniciada em 2015 têm impacto nas novas composições. 

E faz sentido. O primeiro disco cantava, com ruído, sobre rompimentos, sobre a quebra, a despedida – de diferentes formas. O novo álbum sugere, a princípio, sobre o que existe depois do fim: o deslocamento, a estrada, as novas paisagens e os novos rostos. “Considero que foi realmente uma transformação”, ela completa. 

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