Wilton Junior/Estadão
Wilton Junior/Estadão

Velório de Beth Carvalho teve samba e músicos agradecendo o apoio da artista

Zeca Pagodinho e Dudu Nobre lembraram a generosidade da artista na sede do Botafogo, de onde o corpo de Beth Carvalho foi levado, no fim da tarde, em caminhão dos Bombeiros para o cemitério da Penitência, no Caju, onde foi cremado

Daniela Amorim e Fabio Grellet, O Estado de S. Paulo

01 de maio de 2019 | 20h34

RIO - A cantora Beth Carvalho, que morreu na terça-feira, 30, aos 72 anos, vítima de infecção generalizada, foi velada nesta quarta-feira, 1.º, na sede do clube Botafogo, no bairro homônimo da zona sul do Rio, ao som de sambas que se tornaram famosos na voz da artista.

Músicos e fãs organizaram uma roda de samba durante o velório, que se estendeu da manhã ao fim da tarde e reuniu muitos artistas e fãs da cantora. Beth era torcedora fanática do alvinegro carioca, daí o velório ter ocorrido na sede do clube. Logo depois das 16h, o corpo foi levado em um caminhão do Corpo de Bombeiros até o cemitério da Penitência, no Caju (zona norte), onde foi cremado em cerimônia reservada aos familiares.

"Ela botou muita gente lá em cima. Eu costumo brincar, dizer que sou só um compositor e virei Zeca Pagodinho por causa da Beth. Meu negócio era compor. Ela me pôs pra gravar Camarão Que Dorme A Onda Leva com ela e virei esse Zeca Pagodinho que o Brasil hoje aplaude”, disse o cantor e compositor Zeca Pagodinho, um dos sambistas alçados ao sucesso pelas mãos de Beth, que lançou Pagodinho em 1983. Zeca contou que falava com Beth pelo telefone, mas não teve coragem de visitá-la durante a enfermidade.

“A Beth deixa um legado maravilhoso. Ela descobriu e deu oportunidade para muitas pessoas. Foi uma guerreira, uma pessoa que venceu muitos tabus”, afirmou o sambista Dudu Nobre. “É uma grande perda”, completou.

O dançarino Carlinhos de Jesus também compareceu ao velório e contou que foi pelas mãos de Beth que chegou à Mangueira, onde atuou em vários carnavais como coreógrafo da comissão de frente. “Beth dançava gafieira muito bem, com um ritmo incrível. Foi uma grande parceira”, afirmou.

Morte. Beth Carvalho morreu às 17h33 de terça-feira no Hospital Pró-Cardíaco, também no bairro de Botafogo, onde estava internada desde 8 de janeiro. A artista foi vítima de infecção generalizada (sepse, também conhecida como septicemia), segundo nota divulgada pela unidade de saúde. Havia mais de dez anos que Beth Carvalho sofria de dores na coluna. Ela chegou a fazer cirurgias, mas o problema persistiu. No ano passado, Beth fez um show em parceria com o grupo Fundo de Quintal deitada em um sofá.

Mais conteúdo sobre:
Beth Carvalhomúsicasamba

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.