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Mark David Chapman atirou e matou John Lennon, no dia 8 de dezembro de 1980 Chip East/ Reuters

Veja quem é Mark Chapman, o assassino de John Lennon

Ex-Beatle foi morto a tiros no dia 8 de dezembro de 1980, em Nova York

Redação, O Estado de S.Paulo

07 de dezembro de 2020 | 11h58

John Lennon tinha 40 anos quando foi assassinado por Mark David Chapman no dia 8 de dezembro de 1980, no momento em que chegava, junto com sua mulher, Yoko Ono, ao Edifício Dakota, onde morava em Nova York. Era por volta de 22h, quando seu algoz atirou quatro vezes contra o ex-Beatle, que morreria por volta das 23h.

Antes desse momento fatal, Lennon e Yoko haviam saído para uma sessão de gravações no Record Plant Studios e cruzaram com Chapman pela primeira vez. Nesse momento, o rapaz, que viria a acabar com a vida do músico, pediu para que o Lennon autografasse o disco Double Fantasy, que ele trazia consigo. “Ele foi realmente gentil comigo naquele dia”, declarou Chapman em depoimentos.

Preso, Mark Chapman foi julgado e condenado à prisão perpétua. Ele jamais negou ter cometido o crime, mas afirmou que seu ato foi pensado ao “ouvir vozes” e que estava procurando “glória” e “notoriedade” e que por isso merecia a penal capital. Periodicamente, Chapman tenta conseguir liberdade condicional, o que vem sendo sistematicamente negado. Ele se diz arrependido de seu ato, afirmando que suas ações foram "assustadoras" e "desprezíveis.

Filho de um militar e de uma enfermeira, Mark David Chapman nasceu em 10 de maio de 1955, em Fort Worth. Na infância, sofreu abusos sexuais e psicológicos, o que o levaria a tentar se matar na juventude. Em 1971, a vida do adolescente Chapman ganhou nova perspectiva ao descobrir a religião, passando a trabalhar em movimentos de ajuda a refugiados, não apenas nos EUA como também no Líbano. Com problemas de relacionamento, teve depressão clínica, que viria a se acentuar com a notícia de que seus pais estavam se separando.

Quando decidiu cometer o crime, comprou uma arma cerca de três meses antes e, segundo revelou, utilizou uma munição especial, que garantiria que o seu alvo, no caso o ex-Beatle, morresse sem sofrimentos. “Carreguei essas balas para ter certeza de que ele fosse morto”. 

Na época, um Chapman estava casado e deixou a sua mulher no Havai, dizendo que precisava "um tempo para se encontrar", e partiu para realizar seu objetivo, em Nova Iorque. Segundo o criminoso, sua intenção era matar, mesmo que não fosse John Lennon. 

Chapman revelou que matou Lennon por estar com raiva dele e suas ambiguidades, principalmente após o lançamento de Imagine. Para ele, Lennon disse “para imaginarmos que não existem posses e lá estava ele, com milhões de dólares, iates, fazendas e mansões, rindo de pessoas como eu, que acreditaram em suas mentiras". 

Para se ter ideia do desequilíbrio de Chapman, naquele instante em que matou Lennon, ele carregava o livro O Apanhador no Campo de Centeio, de J.D. Salinger. Em depoimento, contou que se identificava com o "isolamento" e a "solidão" do personagem principal, o adolescente Holden Caulfield.

 

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O ex-Beatle John Lennon AFP

Há 40 anos, assassinato de John Lennon comovia o mundo

Ex-Beatle foi assassinado no dia 8 de dezembro em frente à sua casa em Nova York

Cédric Simon , AFP

Atualizado

O ex-Beatle John Lennon AFP

Nova York, 8 de dezembro de 1980, pouco antes das 23h00. John Lennon e sua mulher Yoko Ono voltavam para casa após uma sessão de gravação, quando um homem aparece na frente do prédio e atira no músico cinco vezes. 

Gravemente ferido, Lennon é levado às pressas para um hospital no banco de trás de um carro da polícia. Mas ele havia perdido muito sangue e "não tinha chances de sobreviver", explicou um médico. 

"O ex-Beatle John Lennon foi assassinado na segunda-feira em frente à sua casa em Nova York": o primeiro despacho daquela noite deu início a uma ampla cobertura da AFP sobre o trágico assassinato de um artista cuja popularidade era planetária.

O assassino, preso no local do crime, se chama Mark Chapman, tem 25 anos e diz que não resistiu às "vozes" que o levaram a matar Lennon.

Horas antes de passar ao ato, Chapman havia se juntado a outros fãs na frente da casa do cantor, que autografou para ele uma cópia de Double Fantasy, seu novo disco. 

Aos 40 anos, o músico britânico voltava à ribalta após vários anos de silêncio. Mas ninguém o havia esquecido, mesmo 10 anos após o fim dos Beatles, conforme os arquivos da AFP revelam sobre as homenagens prestadas.

Grande tragédia

É uma "grande tragédia", afirmou o então presidente eleito dos Estados Unidos, Ronald Reagan, logo após o anúncio da morte do músico, enquanto milhares de pessoas se reuniam próximo ao Central Park, em frente ao prestigioso Dakota Building onde residia Lennon com Yoko Ono e seu filho Sean

Apesar dos anos de silêncio, John Lennon - que causou escândalo anos antes ao comparar a popularidade dos Beatles com a de Jesus - recebeu homenagens massivas.

Em 14 de dezembro, entre 100.000 e 200.000 pessoas enfrentaram o frio no Central Park, a dois passos da cena do crime, para prestar homenagem ao artista.

Em Miami, Los Angeles, Chicago, Seattle ou Boston, dezenas de milhares de admiradores se reuniram "em parques, praças, estacionamentos ou no anfiteatro natural de Red Rocks, nas Montanhas Rochosas, onde os Beatles deram um show em 1964".

Centenas de rádios americanas transmitiram incessantemente a música dos Beatles durante um dia inteiro e observaram os dez minutos de silêncio desejados pela viúva do músico.

Até Moscou

"É preciso voltar à trágica morte de John Kennedy ou do pastor Martin Luther King na década de 1960 para encontrar tamanha comoção com a morte de uma personalidade", disse a AFP naquele dia.

No Reino Unido, o impacto foi enorme. Em Liverpool, cidade natal do músico pacifista, "cerca de 20.000 pessoas cantaram juntas Give Peace a Chance" ao final de um concerto organizado em sua homenagem em 14 de dezembro.

Como nos dias da Beatlemania, os fãs choravam e desmaiavam. "John Lennon não está morto. Enquanto sua música viver, ele não morrerá", disse o ex-empresário do grupo, diante da multidão enlutada.

As homenagens chegaram a Moscou, onde a polícia teve que intervir para dispersar centenas de jovens reunidos perto da universidade, carregando retratos de Lennon. 

A União Soviética não ficou de fora do fenômeno dos Beatles, o grupo pop do século, cujos álbuns importados eram vendidos no mercado negro.

Décadas após sua morte, algumas das relíquias de John Lennon ainda estão sendo vendidas a preços elevados em leilões. 

O piano com o qual compôs Imagine foi vendido em 2000 em Londres por 2,45 milhões de euros (2,95 milhões de dólares) e uma de suas guitarras por mais de 2 milhões de dólares (1,66 milhões de euros) nos Estados Unidos em 2015.

Alguns nostálgicos também não hesitaram em pagar 137.500 libras (152.000 euros, US$ 182.000) por um par de seus famosos óculos de sol redondos e até US$ 35.000 no Texas em 2016 por uma mecha de seu cabelo.

 

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John Lennon, a música e a lenda continuam vivas

Talvez uma das maiores homenagens tenha vindo das mãos de Bob Dylan, que em seu álbum 'Tempest' (2012) lembra o músico assassinado em Nova York em 8 de dezembro de 1980

Philippe Grelard, AFP

06 de dezembro de 2020 | 17h03

A vida de John Lennon terminou brutalmente há 40 anos em Nova York, mas sua lenda continua viva, sua música continua a ser ouvida em todo o mundo e sua obra ainda é uma fonte de inspiração para outros artistas. 

Talvez uma das maiores homenagens a Lennon tenha vindo das mãos de Bob Dylan, que em seu álbum Tempest (2012) lembra o músico assassinado em Nova York em 8 de dezembro de 1980 por um fã desequilibrado. 

Uma das faixas do álbum, intitulada Roll on John, é um tributo de sete minutos a Lennon e sua jornada musical.

Desde então, as homenagens são inúmeras e muitas vezes vêm de artistas não muito próximos musicalmente a ele.

Por exemplo, Ozzy Osbourne, vocalista do Black Sabbath, grupo de heavy metal, que fez uma versão muito pessoal de How?, incluída no álbum de Lennon Imagine.

No videoclipe, o artista, vestido com um longo casaco de couro preto, atravessa as ruas de Nova York para levar um buquê de flores até a placa memorial de Lennon no Central Park.

No mundo musical existem duas escolas: aquelas que se recusam a entrar no jogo da suposta rivalidade entre Lennon e Paul McCartney, e aquelas que o fazem.

"É uma bobeira. John e Paul fizeram parte do melhor grupo do mundo, que mudou a cara da música e inspira até hoje com suas harmonias", disse à AFP Sharleen Spiteri, líder do grupo Texas.

 

Questionado

Além da música, Lennon também foi uma figura contraditória que não gera unanimidade.

Muitos hoje questionam sua imagem como ícone não-conformista e a sinceridade de suas posições sobre igualdade de gênero ou capitalismo. 

Como já aconteceu com figuras como Ernesto Che Guevara, a imagem de Lennon, com suas frases emblemáticas e seus óculos redondos, se multiplica nas camisetas usadas por pessoas de todo o mundo.

"John ficou para a história como o provocador da banda, por exemplo com o terrível escândalo da época, quando disse que os Beatles eram mais conhecidos do que Cristo. Mas ele não se politizou e só passou a visitar galerias de arte com Yoko Ono. No início, o mais apegado à cultura, quem passeava pelas exposições, era Paul", lembra Stan Cuesta, autor de The Beatles.

"Em Lennon existe um lado 'teddy boy' (movimento cultural jovem que surgiu em Londres nos anos 1950, com uma estética associada ao rock e à insatisfação social), mas ele é alguém que também teve um Rolls em uma época. Ele é uma pessoa muito complexa", garante Cuesta.

Eric Burdon, ex-líder do Animals, conta por exemplo no documentário Rock'n'roll animal que a canção I am the walrus dos Beatles, nasceu de uma "orgia sexual" da qual ambos participaram em Londres. 

Mas voltando à música, Stan Cuesta insiste que Lennon foi um "gênio natural da música, o mais intuitivo dos Beatles e o único capaz de compor um clássico como Strawberry fields forever". 

 

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Os anos nova-iorquinos, um sopro de liberdade para John Lennon

Nova York, cidade onde o ex-Beatle foi morto em 8 de dezembro de 1980, foi por quase 10 anos um símbolo de renascimento para do autor de 'Imagine' 

Maggy Donaldson, AFP

06 de dezembro de 2020 | 17h36

Em 8 de dezembro de 1980, os portões de ferro do Edifício Dakota em frente ao Central Park entraram para a história como o lugar onde John Lennon foi baleado.  

Nova York, no entanto, foi por quase 10 anos um símbolo de renascimento para o ex-Beatle e autor de Imagine

Quando ele chegou à primeira metrópole americana em 1971, a cidade estava repleta de pobreza e crime. Mas também estava em plena efervescência artística e povoada por tantas celebridades que até uma estrela mundial como Lennon poderia ser encontrado tomando um café na esquina, no "Café La Fortuna", sem ser assediado por admiradores ou paparazzi.

"Nós realmente nos sentimos em sintonia com os nova-iorquinos", contou sua icônica parceira Yoko Ono, agora com 87 anos, no documentário LENNONYC (2010). 

"Conheci muitos nova-iorquinos que reclamam, mas ninguém vai embora", disse ele. "É o melhor lugar do mundo". 

 

Ordem de expulsão

O casal havia se instalado primeiro no Greenwich Village, naquele que então era o distrito artístico por excelência. 

"Ele não queria ser John Lennon, o ex-beatle, uma celebridade", afirma Susan Ryan, uma escritora nova-iorquina que organiza visitas guiadas relacionadas aos Beatles. 

O apartamento da Bank Street, número 105, onde o casal morou de 1971 a 1973, é ocupado há 25 anos pelo mesmo inquilino, Roger Middleton, "consciente da herança" do local.

John e Yoko rapidamente se juntaram aos círculos esquerdistas da época e, em 1972, lançaram um álbum, Some Time in New York City, muito político, que abordava racismo, sexismo e encarceramento. 

O FBI começou a rastrear os passos de Lennon, e o governo de Richard Nixon ordenou sua deportação, o início de uma longa batalha judicial. O ex-Beatle não obteve sua autorização de residência até 1976.

 

John, o palhaço

Foi durante esse embate que Bob Gruen tirou a famosa foto de Lennon fazendo o sinal da paz em frente à Estátua da Liberdade.

O fotógrafo capturou outras imagens que se tornaram icônicas, como aquela em que o cantor com o minúsculo óculos redondo e cabelos na altura dos ombros orgulhosamente usa uma camiseta na qual está escrito "New York City". 

Gruen conta que teve o prazer de fotografar uma estrela "sempre pronta para brincar com palavras e piadas". 

"Eu gostaria de ver o que ele teria feito com o Twitter, ele era tão bom com frases curtas", acrescenta o septuagenário.

Allan Tannenbaum, autor de retratos íntimos de John e Yoko, também se lembra do senso de humor deles. 

Em uma ocasião, conta, quando o casal estava nu simulando uma cena de sexo que estava sendo filmada, Lennon beijou Ono por tanto tempo que a certa altura ele se virou e disse: "O que é isso? Ben Hur? ", referindo-se ao famoso filme de quase quatro horas lançado em 1959.

"Ele quebrou o gelo, todos riram", lembra Tannenbaum. 

"E eu tenho a foto daquele momento, ele com um grande sorriso no rosto enquanto estava em cima de Yoko. E ela rindo. Foi o melhor". 

Amor mútuo

Após sua morte, Yoko Ono financiou a construção do monumento Strawberry Fields na entrada do Central Park, em frente ao Dakota.

Com o seu mosaico Imagine, doado por artesãos italianos, esta homenagem, embora discreta, tornou-se um local de peregrinação. 

Para Ryan, que tinha 19 anos em 1980, o assassinato do ex-Beatle repercutiu em Nova York mais do que em qualquer outro lugar.

"Todos na cidade sabiam que ele queria morar aqui, que queria ser um de nós", relata esta mulher enquanto olha para o mosaico. "Os nova-iorquinos amavam John". 

"Onde quer que você esteja, é onde você está. Mas ainda mais aqui em Nova York", disse Lennon à New Yorker em 1972. 

"Aqui é mais doce e eu tenho uma queda por doces".

 

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Ringo e Paul, os sobreviventes dos Beatles que continuam fazendo música

Aos 78 anos, Paul McCartney lança um novo álbum em 18 de dezembro

AFP, Redação

06 de dezembro de 2020 | 17h13

Quarenta anos após a morte de John Lennon, Paul McCartney e Ringo Starr, os sobreviventes dos Beatles, continuam a fazer música, cada um à sua maneira.

Novo álbum de Paul

Aos 78 anos, Paul McCartney lança um novo álbum em 18 de dezembro. 

McCartney III será seu 18º álbum solo, mas o terceiro que ele realmente fez sozinho, tocando todos os instrumentos: piano, guitarra, baixo, bateria, além de cuidar de todos os arranjos.

O título é uma referência ao álbum McCartney, lançado em 1970, e McCartney II, de 1980, tocado inteiramente sozinho.

"McCartney é um dos pioneiros do 'home-studio', ou seja, do músico que sabe tocar de tudo", disse à AFP Stan Cuesta.

Seu primeiro álbum, há 50 anos, deu muito que falar, pois foi lançado acompanhado de uma carta do músico na qual ele avisava que nunca mais tocaria com os Beatles, embora a separação do grupo ainda não fosse um fato. 

Nesse caso, seu álbum certamente será elogiado por suas qualidades musicais que mostram que esse mito da música está vivo e curtindo plenamente o que faz. 

O álbum foi gravado em pleno confinamento, em sua casa na Inglaterra, onde mora com sua família. 

"Todos os dias eu gravava com o instrumento para o qual tinha escrito a música e depois sobrepunha o resto. Foi muito divertido. Se tratou de fazer música para si mesmo e não para o trabalho, então posso dizer que fiz algo que queria", explicou o ex-Beatles.

"McCartney envelhece de forma muito nobre e quando se encontra em um impasse musical, como foi o caso nas décadas de 80 e 90, de repente sai com coisas incríveis", diz Cuesta.

 

O baterista sempre na ativa

Aos 80 anos, o baterista dos Beatles dedica seu talento musical à All Starr band, um show com amigos de prestígio.

Ringo não tem o magnetismo de Paul McCartney, mas ainda está ativo e, se a crise sanitária permitir, tem até planos de retomar os shows desse grupo em junho de 2021 nos Estados Unidos.

Esta aventura maluca, com guitarristas como Joe Walsh (Eagles) ou Steve Lukather (Toto), permite que ele se divirta, como quando canta Yellow submarine.

"Ringo é o bom amigo, o cara legal, aquele que unia os Beatles, e os outros sempre compunham uma música que ele podia cantar, então ele sempre canta as mesmas músicas, mas por estar cercado de gente conhecida, que cantam e mudam, o show se renova", disse à AFP Stan Cuesta, autor de The Beatles (edições Layeur).

Grandes nomes como Dr. John ou Clarence Clemons (saxofonista do E Street Band, banda de apoio de Bruce Springsteen), ambos já falecidos, fizeram parte da aventura.

Este projeto foi a tábua de salvação de Ringo, o que teve mais dificuldades após a separação do grupo.

"A certa altura, ele se perdeu. Do ponto de vista comercial, seus álbuns foram um desastre e as gravadoras fecharam as portas na cara dele", contou Stan Cuesta.

"Este projeto All Starr, com os seus amigos famosos, permite-lhe fazer digressões, fazer vídeos regularmente, tem uma produção abundante", afirma o especialista.

O nome desse combo reflete sua predileção por "jogos de palavras, que fazia com que suas respostas fossem muito esperadas nas coletivas de imprensa dos Beatles. Ele é quem fazia o espírito de Liverpool respirar", enfatiza Yves Bigot, CEO da TV5Monde e ex-diretor de uma gravadora.

 

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