Veja ensaio fotográfico exclusivo de show dos Stones

Como é comum nesses megashows, nenhum fotógrafo profissional está autorizado a clicar os Rolling Stones em mais do que duas músicas. Na noite de 18 de janeiro passado, Jonne Roriz, da Agência Estado, foi o único profissional a ter o privilégio de registrar na íntegra a apresentação do grupo no Madison Square Garden, em Nova York. Alguns desses flagrantes exclusivos ilustram esta página. Roriz tentou obter uma credencial como fotógrafo, mas não conseguiu. Teve de ficar com a de repórter, com lugar marcado na platéia VIP. Foi dali, munido de uma lente superpotente, que ele fez seu ensaio. ?Como todo mundo, fui revistado na entrada normalmente, checaram minha mochila, viram minha câmera, mas ninguém disse nada. Os outros fotógrafos foram retirados do ginásio depois de fazer as duas primeiras músicas. Eu fiquei até o fim e fiz o show inteiro?, conta. No ingresso, lembra ele, estava escrito ?no photos?, mas é claro que o público ignorou a ordem. Indiferente à banda de abertura, mal os velhotes entraram no palco a multidão passou a disparar freneticamente suas câmeras digitais e celulares. ?Parecia até efeito do show, era uma chuva de flashes?, observa Roriz. Fã do grupo, ele não faz distinção entre um músico e outro no aspecto visual: não só Mick Jagger, mas todos rendem boas imagens. ?A iluminação estava ótima, e mesmo em momentos em que o palco fica quase escuro rendeu.? Um dos efeitos visuais de maior impacto é a chuva de papel picado e serpentina, perto do final.Pouco antes, os Stones fazem um set numa espécie de palco alternativo, que avança para a platéia, sem que ninguém precise se mover para ver. ?Eles ficam muito próximos das pessoas e isso é muito impressionante?, relata. ?Era um público bastante diferenciado do que se costuma ver em show de rock. Tinha velhinhos de 70 anos, famílias inteiras, com pai, mãe, filhos, a namorada do filho, crianças pequenas. Todo mundo bem arrumado e bem acomodado, mas dançando o tempo todo na maior felicidade.? Cerveja e champanha, vendida em taças a US$ 7 cada, estavam liberadas, o que não é normal por lá. Havia muito policiamento e a entrada foi tranqüila, mas deixar o ginásio foi complicado. Levou mais de uma hora para chegar à saída, todos pela mesma porta, depois de descer seis lances de escada rolante. ?Mas legal mesmo foi ver o público feliz e tão perto do palco.?

Agencia Estado,

16 de fevereiro de 2006 | 21h31

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