Timothy A. Clary/AFP
Timothy A. Clary/AFP

Universal Music enfrenta ação coletiva por perda de gravações em incêndio

Grupo busca indenização de US$ 100 milhões pela perda de gravações valiosas em um incêndio em 2008

Redação, AFP

23 de junho de 2019 | 22h21

Representantes do rapper Tupac Shakur e do roqueiro Tom Petty, ambos falecidos, integram um grupo que busca uma indenização de pelo menos US$ 100 milhões do Universal Music Group (UMG) pela perda de gravações valiosas em um incêndio no ano de 2008.

O processo coletivo, iniciado na última sexta-feira, 21, é o primeiro contra o UMG desde que o jornal The New York Times publicou uma investigação que revelou a destruição de cerca de 500 mil gravações, entre elas fitas originais, durante um incêndio ocorrido em junho de 2008.

Três escritórios de advogados entraram com a ação em Los Angeles, representando vários artistas, entre eles Soundgarden, Hole e Steve Earle. Segundo o texto do processo, o UMG arquivou as fitas masters contendo os trabalhos dos demandantes em um “depósito inadequado” dentro do prédio da Universal Studios, cujo risco de incêndio era conhecido. Os advogados acusam o UMG de “ocultar a perda com declarações públicas enquanto buscava um acordo de confidencialidade com a Universal Studios.

Citando cláusulas de seus contratos de gravação, os artistas alegam que têm direito a pelo menos metade do montante deste acordo, que poderia ter um valor estimado em, pelo menos, US$ 150 milhões, segundo documentos da corte.

Entre os trabalhos que supostamente foram consumidos pelas chamas estão os de artistas como Billie Holiday, Louis Armstrong, Bing Crosby, Ella Fitzgerald, Sonny e Cher, Joni Mitchell, Eric Clapton, Elton John, Janet Jackson e Nirvana.

As chamadas “master recordings” são fontes únicas utilizadas para criar vinis, CDs e cópias digitais. A perda deste material afeta, principalmente, edições póstumas e o lucrativo negócio das reedições.

O diretor executivo do UMG, Lucian Grainge, disse que a empresa deve transparência aos artistas sobre a destruição provocada pelo incêndio, mas, desde a revelação do New York Times, a empresa vem minimizando o prejuízo.

“Isso aconteceu há 11 anos e as manchetes recentes são apenas barulho”, disse Arnaud de Puyfontaine, diretor executivo da Vivendi, proprietária do UMG, em entrevista à revista Variety, especializada na indústria do entretenimento.

A Vivendi, conglomerado de mídia de origem francesa, tenta vender 50% do UMG, maior empresa musical do mundo.

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