ASTRID STAWIARZ/GETTY IMAGES/AFP
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Um disco na carreira do astro de 'Arquivo X'

David Duchovny, o Fox Mulder da série que ganha nova temporada em janeiro, lança o seu primeiro álbum

Entrevista com

David Duchovny

John Carucci, Associated Press

16 de maio de 2015 | 16h00

Você lembra dele como o agente Fox Mulder do FBI, em Arquivo X, ou o romancista playboy Hank Moon em Californication, mas David Duchovny quer que você o conheça agora de modo diferente: o ator de 54 anos lançou recentemente seu primeiro álbum, Hellor Highwater.

O ator e diretor afirma que jamais pensou em seguir uma carreira no campo da música. E atribui principalmente a seus filhos o fato de empreender esse novo caminho.

“Sempre digo a eles para buscar novas coisas, isto porque eu não era assim”, disse ele.

De modo que Duchovny resolveu seguir o próprio conselho: aprendeu a tocar guitarra e começou a escrever e a tocar as próprias músicas.

Duchovny conversou com a AP sobre o disco, lançado na semana passada, e sobre a nova temporada de Arquivo Xque a Fox deve estrear em 24 de janeiro nos EUA. Ainda não há previsão para o Brasil.

Para você, como é retomar a série Arquivo X?

Na verdade, quando recebi o primeiro roteiro foi um momento de muita emoção. Quando comecei a ler, vi o nome Mulder e o diálogo embaixo; e meus olhos se encheram de lágrimas. Não esperava, de modo nenhum.

Fale sobre o grande número de fãs que você conquistou interpretando Fox Mulder?

Nesta década, trabalhei muito, mas acho que aquela série será sempre o trabalho mais popular que já fiz até hoje. De modo que acho ótimo. Penso que, de certa maneira, você será sempre aquele protagonista. Mas, pessoalmente, não fico mais nervoso quanto a assumir o mesmo papel ou ser lembrado por ele, porque me sinto realizado com o trabalho que realizei.

O que lhe deu coragem para produzir um álbum de música? 

Cheguei a uma idade em que não presto atenção a opiniões negativas. Aprendi a tocar guitarra há uns cinco anos, sozinho. Meu projeto na época era tocar só para me divertir. Mas, depois, pensei, por que não compor uma música, ou 2, ou 12?

O que o levou a gravar o disco?

A ideia, na verdade, partiu dos meus filhos. Converso muito com eles sobre habilidades, especialmente saber lidar com os desafios e estresses da vida em qualquer coisa que você vai fazer. Então, pensei na guitarra. Aprendi a tocar na frente deles. Eles puderam ver a minha luta e como posso ser péssimo em alguma coisa, mas continuei em frente. 

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