Último disco de Leonard Cohen faz reflexões sobre a morte

O álbum, produzido por seu filho Adam Cohen, faz referências a suas recordações de infância em Montreal

O Estado de S.Paulo

11 de novembro de 2016 | 01h04

O músico e poeta canadense Leonard Cohen, que morreu nesta quinta-feira, 10, aos 82 anos, fez intensas reflexões metafísicas sobre a morte em seu último disco, You Want it Darker, lançado em 21 de outubro deste ano.

Com a voz grave, sempre em um murmúrio, Leonard Cohen se pergunta pela natureza do homem e de um Deus todo poderoso.

O disco, produzido por seu filho Adam Cohen, faz referências a suas recordações de infância em Montreal e está impregnado dos coros da sinagoga Shaar Hashomayim.

A ressonância do violão acompanhado de um contrabaixo ressalta a busca espiritual de um Cohen solitário, mas sereno frente à velhice.

A relação com Deus amplamente abordada pelo cantor desde "Hallelujah" (1984), um de seus grandes sucessos, agora faz com a morte, após o falecimento em julho de sua musa, Marianne Ihlen.

Leonard Cohen se retirou da cena artística nos anos 1990, e em 1996 ficou recluso em um monastério budista na região de Los Angeles.

Voltou à música por uma razão pouco espiritual, quando descobriu que seu agente havia roubado grande parte de sua poupança./EFE

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