Turnê européia da Osesp é sucesso

A Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo terminou ontem, na cidade suíça de St. Gallen, sua turnê pela Alemanha e Suíça com ótima resposta do reação do público europeu, que apludiu de pé a orquestra brasileira. John Neschling é um Bartok brasileiro, escreveu o crítico musical do jornal Tribune de Genève, ainda sob a sedução da riqueza de sonoridade dos músicos brasileiros. Em Berna, capital suíça, a insistência dos aplausos do público de pé rendeu um bis fora do programa, de sabor bem brasileiro: Mourão, de Guerra Peixe, com ritmo marcado pelos pés dos músicos e um clima de gingado que entusiasmou o público. Foram duas semanas puxadas para os 102 músicos, numa média de um concerto a cada dois dias. No programa, um obrigatório Villa-Lobos, como também na Alemanha, era obrigatório um Brahams. "Villa-Lobos é sempre atual, é um grande compositor", diz o maestro John Neschling. "Tocar Villa-Lobos para nós é tão importante como Sibelius para os finlandeses. É a música de um gênio, de um grande compositor reconhecido internacionalmente, não uma coisa bairrista".O programa da turnê incluía Mandarim Maravilhoso, de Bela Bartok, valorizado pelos metais e percussão. O apogeu da apresentação da orquestra era atingido com as Festas Romanas, de Ottorino Respighi.

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