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Tum tum vampiro

Afropop do Vampire Weekend chega ao Brasil; conheça e decida se o hype é justificado

Jotabê Medeiros, O Estado de S.Paulo

12 de dezembro de 2010 | 15h20

Chega ao País em fevereiro um dos maiores fenômenos do pop mundial, o grupo nova-iorquino Vampire Weekend. Sua especificidade consiste em renovar experiências que artistas da chamada “world music” tentaram trazer para o pop nos anos 1980, como Paul Simon e Peter Gabriel com os ritmos africanos.

A banda acaba de ter seu segundo disco, Contra, lançado no Brasil pelo selo Lab344. O mélange de ritmos africanos conduziu o Vampire à velha discussão: o que fazem é algo útil ou é apenas “pilhagem”, apropriação cultural? É o que dizem até hoje de Paul Simon logo depois do disco Graceland, ou de sua viagem a Salvador para globalizar o Olodum.

O novo disco, Contra, é sem dúvida um lançamento inusitado num universo que recicla continuamente os velhos pressupostos do rock e do punk rock. As referências surgem embutidas no artesanato do grupo (como na música Diplomat’s Son, O Filho do Diplomata, que é, segundo a banda, uma homenagem a Joe Strummer, da banda The Clash, punk filho de diplomata).

Há senso de humor em dose colegial, mas principalmente uma admirável consciência musical no conceito do Vampire Weekend. E um diálogo franco, mas não vampiresco, com as expressões de sua época, como a cantora M.I.A. (de quem usam um sample no disco, da música Hussel). Para conhecer um pouco mais sobre o grupo, clique aqui. Ou então compre um tíquete: antes do Carnaval, eles trazem sua festa de ritmos à cidade.

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