Tribunal examina cheques suspeitos de Jackson

Um assessor de Michael Jackson descontou dois cheques no valor de US$ 1,5 milhão logo após o cantor ter sido acusado de abuso sexual do menor Gavin Arvizo, disse uma testemunha durante o julgamento do artista. Marc Schaffel descontou os cheques de uma conta controlada por ele e Jackson na primeira semana de abril de 2003, disse a gerente do banco, Beverly Wagner, ao tribunal onde o cantor está sendo julgado. A promotoria diz que os cheques fizeram parte de uma trama para seqüestrar Arvizo e a sua família. Jackson nega as 10 acusações que são feitas contra ele, incluindo a de ter mantido o menino e a sua família em sua casa contra a vontade deles. /APOs promotores dizem que Schaffel seria um dos auxiliares de Jackson envolvidos na conspiração para retirar a família Arvizo dos EUA Beverly disse ter autorizado os cheques, que vieram de uma conta em nome de Neverland Valley Entertainment, mas alegou que não tinha idéia de como o dinheiro seria usado. Os promotores dizem que Schaffel seria um dos auxiliares de Jackson envolvidos na conspiração para retirar a família Arvizo dos Estados Unidos e os manter em um local distante da atenção da mídia mundial, por causa das revelações sobre o relacionamento do cantor com o garoto de 13 anos. As suspeitas sobre o comportamento de Jackson vieram à tona depois da exibição do documentário Vivendo com Michael Jackson no qual ele admitiu dormir com crianças na mesma cama. Em um caso separado, Schaffel está processando Jackson, acusando o cantor de lhe dever mais de US$ 3 milhões. Schaffel alega que deu o dinheiro a Jackson para que ele fizesse compras. Na sexta-feira, foram mostrados ao júri dois livros com fotografias de garotos nus, confiscados no quarto de Jackson em 1993, em um outro caso de abuso de menores. A promotoria alegou que os livros provam a atração de Jackson por garotos. A defesa de Jackson protestou contra a apresentação dos livros, dizendo que eles seriam "irrelevantes" e poderiam prejudicar um julgamento justo. Jackson pode ser condenado a até 20 anos de cadeia se considerado culpado. A acusação deve chamar hoje suas últimas testemunhas. A defesa do cantor vai convocar uma lista de celebridades para testemunharem sobre o suposto caráter inocente da relação do cantor com crianças.

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