Eduardo Muñoz Alvarez e Jerod Harris / AFP
Eduardo Muñoz Alvarez e Jerod Harris / AFP

Tracy Chapman processa Nicki Minaj por plágio de 'Baby Can I Hold You'

'Sorry', da rapper, teria letra e melodias iguais às do sucesso da cantora; música não foi lançada oficialmente

AFP

25 Outubro 2018 | 10h58

Tracy Chapman processou Nicki Minaj por supostamente plagiar letras e melodias sem a sua autorização. O álbum Queen, de Minaj, foi lançado em agosto sem a música Sorry, que Chapman alega ter sido parcialmente tirada de seu hit de 1988, Baby Can I Hold You.

Chapman disse em um processo aberto no início da semana que Minaj e seus agentes fizeram "vários pedidos" em junho de 2018 para licenciar a canção, depois que Sorry já havia sido gravada.

E embora Chapman "repetidamente" tenha negado tais pedidos, Minaj, cujo nome de batismo é Onika Tanya Maraj, entregou uma cópia da canção para a popular rádio de Nova York HOT 97.

Aston George Taylor Jr, conhecido como Funkmaster Flex, mostrou adiantamentos da faixa em suas redes sociais, colocou no rádio e "possivelmente em outras mídias", segundo o processo.

Até agora, Minaj não respondeu ao recurso, para o qual tem 21 dias.

Em um tuíte em julho, que logo apagou, Nicki Minaj escreveu que não tinha ideia de similaridades com alguma música da "lenda #TracyChapman" e as suas. Também pediu a opinião dos fãs.

A ação de Chapman, que mantém uma vida discreta e longe da mídia e das redes sociais, faz referência a esse tuíte.

"Esta ação é necessária para reparar a negligência de Maraj e a violação intencional dos direitos de Chapman sob a Lei de Direitos Autorais, e para garantir que a sua má conduta não se repita", diz o processo.

"Maraj injustamente privou Chapman do direito e da oportunidade de decidir se permitiria o uso da composição e, em caso afirmativo, sob quais condições", continuou.

Baby Can I Hold You apareceu no álbum de estreia de Chapman e recebeu muitos elogios, incluindo seu prêmio Grammy de 1989 como melhor álbum de folk contemporâneo, e uma indicação de álbum do ano.

Chapman disse que a letra e a melodia foram copiadas em cerca de metade de Sorry, e eram "facilmente reconhecíveis e identificáveis" como sendo suas.

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