Matt Jones/Divulgação
Matt Jones/Divulgação

Tove Lo traz pop sueco e feminista ao Lollapalooza

Em entrevista, cantora fala sobre 'Lady Wood', álbum cujo título brinca ao sugerir uma “ereção” feminina

Entrevista com

Tove Lo

Pedro Rocha, ESPECIAL PARA O ESTADO

23 Março 2017 | 19h54

Da Suécia vem grandes nomes da música pop mundial. Da icônica banda ABBA à Robyn, o maior nome do pop no país atualmente, passando por Ace of Base, Lykke Li, Roxette e tantos outros. Agora é a vez de Tove Lo, que não tem medo de explorar sua sexualidade e faz música com toques de feminismo, que serão apresentadas este final de semana em São Paulo no festival Lollapalooza e em um show solo.

“Eu acho muito interessante, mas realmente não sei explicar o motivo”, diz aos risos a cantora de 29 anos, nascida Ebba Tove Elsa Nilsson, ao ser questionada pelo Estado sobre o sucesso dos suecos. 

Quando ainda morava no país, a cantora dividiu apartamento com a dupla Icona Pop e depois, em Londres, se tornou amiga da hoje vencedora do Oscar, a também sueca Alicia Vikander. “Nos conhecemos desde que tínhamos 18 ou 19 anos e hoje acompanhamos as carreiras umas das outras, tem sido incrível.”

Depois de estourar com seu single de estreia, Habits (Stay High), presente no álbum Queen of the Clouds (2015), Tove Lo lançou no ano passo o segundo trabalho, Lady Wood, que até ela própria considera mais maduro. “É o meu segundo álbum depois de dois anos como uma artista, ouvindo novas músicas e novas influências. Eu diria que eu amadureci.”

O título do trabalho faz uma brincadeira ao nomear, em inglês, o que seria uma “ereção” feminina. “Sempre me disseram que eu era uma 'garota com bolas', mas eu acho terrível essa expressão, 'lady wood' é uma melhor maneira de falar a mesma coisa”, explica. 

O significado real, porém, é outro. “Eu acho que 'lady wood' seria o equivalente a uma mulher com ereção, mas para mim isso significa fazer coisas que podem te assustar, mas também te excitar.”

A sueca se diz feminista, temática que está presente além do título do trabalho, em músicas como o primeiro single, Cool Girl, em que abusa do sarcasmo ao falar de relacionamento e inverter papéis. “Para mim, uma 'garota legal' (tradução da música) não tem remorsos e se permite sentir do jeito que quer e agir como quer”. 

Musicalmente, a inspiração para o som “agressivo”, como ela própria define, do álbum vem de ouvir artistas alternativos e 'techno'. “Eu quis colocar um pouco disso no meu som e nas minhas letras pop.”

Empolgada com o resultado de Lady Wood, a cantora agora prepara a parte dois do projeto – um álbum inteiramente novo, mas seguindo pela mesma temática. “Vai soar mais dinâmico e vai ser mais dramático”, promete. Tove ainda não sabe quando lançará o novo trabalho, mas garante que será ainda este ano. 

Além de ser uma das principais atrações do festival Lollapalooza no sábado, 25, a artista faz também se apresenta num show próprio nesta sexta no Audio Club, em São Paulo, para o qual ela promete surpresas. “No seu próprio show você tem mais tempo e dá para fazer mais coisas, em festivais você divide o palco com outros artistas, não dá para ficar lá para sempre!”, brinca. 

Após uma visita rápida ao Rio para um evento fechado de lançamento do álbum de estreia, Tove Lo se diz ansiosa para conhecer também São Paulo. “Eu tenho muitos fãs amáveis e dedicados no Brasil”, elogia.

 

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