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Tito Martino e sua banda criam ilha de jazz na Avenida Paulista

Toda terça, grupo se apresenta ao meio-dia e de graça

Jotabê Medeiros, O Estado de S. Paulo

02 Setembro 2013 | 19h31

Há 5 anos, às terças-feiras, sempre ao meio-dia e meia, o jazz tradicional passou a enraizar uma nova tradição no coração da Avenida Paulista. E de graça. Durante 5 temporadas, uma banda veterana lotou os 166 lugares do Teatro Eva Herz, dentro da Livraria Cultura do Conjunto Nacional (na Avenida Paulista, esquina com a Augusta). Na hora do almoço, vendedores, executivos, secretárias, aposentados, turistas – teve gente sentada até no chão para assistir ao show da Tito Martino Jazz Band, criada em 1993.

Após um hiato, causado por problemas de patrocínio, a banda volta a se apresentar hoje no mesmo local. O clarinetista (toca também sax alto e sax soprano) Tito Martino, de 76 anos, é um dos mais longevos músicos de jazz brasileiros. Está há mais de 50 anos no métier e foi o fundador e líder durante 20 anos da Traditional Jazz Band (que, após sua partida para a Europa, onde viveu por dez anos, seguiu em frente com outra formação). Participou em São Paulo de jam sessions com os pianistas Oscar Peterson, Earl Hines e Teddy Wilson. O músico também produziu e apresentou programas de jazz na rádio Cultura FM e na TV Cultura.

Grande admirador de Sydney Bechet (1897-1959), Tito Martino é como Woody Allen: só fica feliz mesmo executando aquele tipo de jazz da primeira metade do século passado, especialmente o ragtime e o dixieland. Ele gosta de assinalar que gosta de tocar o jazz “assim como foi tocado por Louis Armstrong, Benny Goodman e Duke Ellington”, mas não é um radical.

“Gosto do envolvimento que essa música causa no público. Eu pelo menos nunca vi nada assim em relação a um show de bebop, que eu respeito e admiro e até toco um pouco, ou no jazz West Coast”, diz o músico.

Muita gente famosa foi entusiasta do jazz de Tito, como os escritores Stanislaw Ponte Preta e Fernando Sabino (“que insistia em tocar bateria com minha banda, mas não tinha ritmo”, lembra) e o poeta e diplomata Vinicius de Morais (“com quem tomei muito whisky nos bastidores do Tuca”). Fazem parte da banda de Tito o cornetista croata André Busic, o pianista chileno Luchin Montoya, o baterista Billy Ponzio, o guitarrista e banjoísta Ciddy Junior e o contrabaixista Zeca de Araújo. A base de suas apresentações é sempre muita improvisação. </CW>

Quem perder o show hoje por falta de lugar pode ir atrás da banda de Tito Martino no dia 7 (no O Garimpo, no Embu); no dia 9, no Jazz B, no Centro de São Paulo; ou no dia 14, no Jazz nos Fundos, em Pinheiros.

 

Tito Martino Jazz Band.

Teatro Eva Herz (Livraria Cultura). Av. Paulista, 2.073, 3170-4059. Hoje. Das 12h30 às 13h30. Grátis (toda terça).

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