Tiga, o DJ mais fashion do festival

A preocupação com a imagem nunca foi uma das prioridades dos DJs. É compreensível. Dançar até o suor encharcar o corpo e estar com o figurino todo em cima são duas práticas que não costumam combinar. Mas existem as exceções. O DJ canadense Tiga, um dos destaques da tenda The End (21h30 às 23h30) no Skol Beats 2006, faz questão de estar sempre bonito na foto. "Eu acho importante ter o pacote completo. A música, é claro, está acima de tudo, mas me interessa passar uma imagem agradável", falou o DJ, do Canadá. "Mais do que estar impecável na capa dos discos, gosto de me vestir como um personagem. Quis homenagear o Brian Ferry (ex-Roxy Music) no meu novo álbum (Sexor)." Sonoramente, Tiga ecoa influências dos anos 80 de grupos como Human League, e ajudou a empurrar a electro music com o hit Sunglasses at Night para as alturas. Mas suas primeiras referências vêm do berço. "Meu pai era DJ e viajava muito. Fomos para países incríveis como a Índia e o Afeganistão. Desde muito pequeno estive em contato com a música e pessoas diferentes. Tudo isso moldou a minha personalidade." Esta será a terceira vez de Tiga em São Paulo e a primeira em que sua namorada não vem o acompanhando. "Quando comecei a viajar para tocar, ela me proibiu de ir ao Brasil. Realmente as mulheres daí são deslumbrantes ", contou com certo receio. Neste momento, o DJ pede para que o repórter espere um momento na linha. "Você não imagina quem era... minha namorada. Mulher tem uma intuição absurda", disse com um sorriso amarelo que deu para sentir do outro lado da linha. Dessa vez, o DJ não virá acompanhando, mas mostra que sua dona é brava: "Esta matéria vai sair em português, né? Ainda bem".

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