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The Lumineers será destaque do Lollapalooza Brasil com novo álbum

Banda americana acaba de lançar 'III', o terceiro disco de estúdio, em que mostra amadurecimento sob vários aspectos, sobretudo na composição

João Paulo Carvalho, Especial para O Estado de S. Paulo

31 de dezembro de 2019 | 07h00

LONDRES — Entre os anos de 2010 e 2015, a onda indie folk tomou conta do mercado fonográfico e recebeu os holofotes da indústria da música. Atraindo multidões, bandas como Of Monsters and Men, Mumford & Sons e The Lumineers eram presenças quase que certeiras nos principais festivais do mundo. Musicalmente mais pops, esses grupos trocaram os riffs da guitarra pelas notas assimétricas do banjo e do violino. Um dos hinos deste recente e emblemático momento da música mundial pertence aos norte-americanos do The Lumineers. Ho Hey, de 2012, reúne todos os ingredientes citados acima. Os acordes doces, a letra fácil e o ritmo dançante transformaram a canção em um dos maiores “clássicos alternativos” da última década. “Eu juro que não estava preparado para ouvir isso!”, responde o simpático vocalista Wesley Schultz em entrevista ao Estado. “É estranho olhar para trás e ver como o tempo passou. Nunca pensei que Ho Hey tinha potencial para se tornar um hit”, complementa. 

Confirmado para a edição de 2020 do Lollapalooza Brasil, que será realizado de 3 a 5 de abril no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, o The Lumineers acaba de lançar III, o terceiro disco de estúdio do quinteto. Engana-se, portanto, quem pensa que o álbum tem a mesma sonoridade dos dois trabalhos anteriores. III mostra o amadurecimento do The Lumineers sob vários aspectos, sobretudo na composição.

As músicas possuem letras mais maduras e várias referências literárias. Os arranjos também aderiram à complexidade das estrofes e, consequentemente, saltaram de nível sem perder a tão badalada essência pop. “Foi um caminho natural. Acho que é normal que você queira fazer coisas diferentes depois de certo tempo. Não penso que os nossos fãs ficaram chocados com o resultado. Os Lumineers continuam ali, só que de um jeito um pouco mais experimental”, conta Wesley.

As 13 faixas do novo trabalho foram lançadas parcialmente em três EPs: Gloria Sparks, Junior Sparks e finalmente III, que reúne todas as músicas. O disco, todavia, tem um conceito bastante audacioso. III conta a história de uma família fictícia que se chama Sparks. As canções, que passam por três gerações familiares diferentes, narram os dilemas de todos os integrantes envolvidos na trama. Composições como Jimmy Sparks e April externam o tom mais soturno adotado pela banda.

Wesley crava que boa parte do que escreveu é baseada nos acontecimentos da sua própria vida. “Tem muito de mim ali. Eu geralmente gosto de compor sobre coisas que aconteceram comigo”, explica. Perguntado sobre se as notícias atuais do mundo o influenciam de alguma forma, o músico é enfático: “Sempre. A sociedade anda muito pesada. Vivemos numa época estranha e de difícil compreensão. Indiretamente, acho que acabei absorvendo as energias negativas deste egoísmo todo. O III, de alguma forma, também reflete sobre isso”, afirma.

Identidade visual foi criada para o novo álbum

Escrito pelos dois membros fundadores, Wesley Schultz e o multi-instrumentista Jeremiah Fraites, o trabalho ainda conta com a violinista e vocalista Lauren Jacobson, que se juntou oficialmente à banda depois de tocar em The Lumineers (2012) e Cleopatra (2016), os álbuns anteriores.

Além de lançar o terceiro disco da carreira, o The Lumineers ainda produziu um curta totalmente inspirado no novo trabalho. A produção foi exibida pela primeira vez no Festival Internacional de Cinema de Toronto, no Canadá, no início de setembro. “Houve uma preocupação muito grande com o visual estético. Mais importante do que compor e gravar as músicas, queríamos que o álbum tivesse um conceito, que contasse uma história”, diz Wesley.

Todas as faixas de III ganharam videoclipes. Os chamados “10 atos” podem ser vistos no canal oficial da banda no YouTube. A ideia do grupo era fazer com que os fãs pudessem compreender as músicas de uma maneira menos subjetiva. “As letras podem ser óbvias para nós, mas, para muita gente, não são. Portanto, dentro deste conceito, elas também precisavam ser apresentadas assim”, conclui Wesley. 

 

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