The Eagles mantêm a força do rock veterano com novo disco

Transformada em lenda, a banda encontrou seu som ao misturar o rock com ritmos tradicionais americanos

Ivan Mejía, da Efe,

30 Outubro 2007 | 15h34

O passar dos anos envelhece a pele, mas não enruga a voz nem tira a força do rock peculiar da banda americana The Eagles, como demonstraram em Los Angeles às vésperas do lançamento de seu novo disco. Os Eagles, que alcançaram fama mundial na década de 1970, voltaram a tocar no Teatro Nokia de Los Angeles antes da chegada às lojas de seu oitavo disco, Long Road Out of Eden, nesta segunda-feira, 30.   Já transformada em lenda, a banda encontrou seu som ao misturar o rock com ritmos tradicionais americanos. Formado em 1971, o grupo se dissolveu em 1980, uma breve carreira durante a qual canções como Hotel California, The New Kid in Town e Take it Easy, entre outras, asseguraram lugar entre os clássicos do rock.   Em seus nove anos de existência, os Eagles gravaram seis álbuns, ganharam quatro Grammy e garantiram um lugar na história musical dos Estados Unidos com a coletânea Greatest Hits 1971-1975, como o primeiro grupo a vender mais de 29 milhões de discos. A pedido dos fãs, em 1994 alguns membros da banda voltaram se a reunir para dar shows novamente.   As várias formações dos Eagles tiveram Don Felder, Randy Meisner e Bernie Leadon, mas os que sobreviveram às provas do cansaço e às rixas pessoais foram Glenn Frey, Joe Walsh, Timothy B. Schmit e Don Henley, todos beirando os 60 anos de idade.   No concerto de domingo passado em Los Angeles, os Eagles começaram com quatro canções do novo disco. Long Road Out of Eden (Universal Music) é uma volta ao mercado fonográfico após 28 anos sem gravar.   "Bem-vindos ao show", disse Frey para um público de quase 7.000 espectadores no moderno Teatro Nokia, inaugurado por eles em companhia da banda de country Dixie Chics.   Com oito gigantescos telões atrás, projetando diversas imagens alusivas às canções tocadas, e mais cinco com imagens dos músicos no palco, The Eagles fizeram o público - composto por adultos e jovens - se levantar para acompanhar no clássico Hotel California.   "Acho que todos sabemos dos incêndios terríveis no sul da Califórnia, e queremos que os shows do grupo sirvam para contribuir para ajudar as vítimas", acrescentou o vocalista e guitarrista da banda entre aplausos e gritos.    O fã espanhol Cristóbal Marín viajou com todas as despesas pagas por uma emissora de rádio na qual ganhou um sorteio. "É a primeira vez que vejo e, uau, eu sabia que ia ser perfeito, porque eles têm muita qualidade e são geniais", disse ele à agência Efe. "Eu os escuto há 20 anos e, para mim, vir vê-los é um sonho realizado", acrescentou o fã de The Eagles.   O teatro se transformou totalmente em pista quando o guitarrista Walsh pôs um capacete de construção civil com uma câmera, e começou a se aproximar das pessoas para captar imagens que eram projetadas nos telões.   "Estou aqui porque ganhei um prêmio por cantar igual a eles", disse à agência Efe a espanhola Tete Gala, que ganhou um sorteio na televisão cantando Hotel Califórnia. "O show foi divino, achei genial", concluiu.

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