The Doors volta com polêmica nova formação

A mítica banda The Doors está de volta 32 anos após seu último show, reformada e agora com a seguinte formação: além dos Doors remanescentes Ray Manzarek (teclados) e Robbie Krieger (guitarra), o vocalista Ian Astbury (ex-The Cult), Angelo Barbera (baixo) e Ty Dennis (bateria). A banda, que foi liderada por Jim Morrison, até sua morte, em 1971, surgiu há 40 anos, nos bastidores da Universidade da Califórnia. Sua nova formação está sendo chamada de The Doors of the 21st Century (The Doors do Século 21) e eles desembarcam em breve para uma série de shows na América Latina. As datas das apresentações já estão marcadas. Depois de passar por México, Chile e Argentina, a banda toca em São Paulo, dia 29, no Credicard Hall, e, no dia seguinte, no Rio, no Claro Hall. Muita gente tem demonstrado mais descontentamento com esse "novo" Doors do que felicidade. Em abril, os pais de Jim Morrison, George e Clara, entraram com ação contra a banda, acusando Manzarek e Krieger de estarem se apropriando do nome do grupo. O baterista da formação original do grupo, John Densmore, não só se recusou a integrar a nova banda como escreveu um artigo na revista Rolling Stone sobre o que julga ser uma "insensatez inaceitável" de Manzarek e Krieger - que já tinham feito uma pequena turnê em tributo a Morrison em 2001, na época com uma rotatividade de cantores no lugar de Morrison, começando com Astubry, depois Scott Wieland e Scott Stapp. "Não se trata de desrespeitar Ian e Stewart", disse John Densmore. "Eles são grandes músicos. Mas aquele show (de 2001) fez sentido para mim: seis caras cantando em rodízio, fazendo um tributo a Jim. Mas um só cara a noite inteira usando as calças de couro de Jim? Desculpe. Há bandas covers demais dos Doors em cada cidade", afirmou.

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