The Clash volta aos estúdios de gravação para ajudar os presos

Guitarrista e baterista tocarão 'Jail Guitar Doors' para entidade que distribui instrumentos musicais em cadeias

Efe,

17 de setembro de 2009 | 12h10

Mick Jones e Topper Headon, membros da célebre banda britânica de punk The Clash, voltaram a um estúdio para gravar uma das canções do grupo para uma ONG que fornece instrumentos musicais aos presos para ajudá-los no processo de reabilitação.

 

O guitarrista e o baterista se uniram para gravar uma versão de sua canção "Jail Guitar Doors" junto com Billy Bragg, músico idealizador da ONG.

 

Jones, que já havia doado dinheiro à organização, disse em um comunicado que eles se reuniram com presos que participavam da iniciativa, na qual "nos disseram o quanto este programa os estava ajudando para mudar de vida depois que saíssem da prisão".

 

"Foi realmente comovente pensar que tínhamos ajudado, ainda que fosse só um pouco", declarou Jones.

 

Headon acrescentou que "ver tudo isso frutificar é realmente belo" e lembrou que quando ele esteve preso teve sorte de "ter acesso a uma guitarra, que pertencia ao capelão da prisão. Sei o quanto isso me ajudou a superar aquela situação".

 

Bragg, que decidiu ser músico e ativista político depois de ver o The Clash em um show em Londres, disse que a ideia por trás do programa é não esquecer que "o presídio tem que fazer muito mais do que somente trancafiar as pessoas".

 

"Queremos que as pessoas sejam capazes de olhar para frente e se conectar com o mundo exterior, e minha intuição foi que tocar um instrumento, especialmente uma guitarra, poderia ajudar", explicou.

 

Na gravação de "Jail Guitar Doors" também participaram quatro ex-presos. A canção fará parte de um documentário que será projetado no próximo mês no Festival de Cinema de Raindance.

 

A última vez que Jones e Headon gravaram juntos foi durante a preparação do álbum "Combat Rock", em 1982, em cuja turnê o baterista não participou por seus problemas com drogas.

 

Jones, que liderou o grupo ao lado de Joe Strummer, morto em 2002, deixou o grupo em 1983, três anos antes do The Clash se dissolver definitivamente após 10 anos de trajetória.

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