The Bravery, Ladytron e Hot Hot Heat: novíssima geração

É a sexta edição do festival Nokia Trends, que arma suas tendas neste sábado, a partir das 21 horas, na Arena Anhembi, para 12 mil pessoas. A jornada do Nokia Trends começa com o Digitaria e o DJ Carlo dall?Anese, às 22 h, e termina na manhã de domingo, às 8 h, com o DJ Mau Mau. O festival se dividirá em três áreas (nas quais, segundo a organização, 90% do espaço de 11 mil metros quadrados será coberto): Nokia Trends Live (apresentações musicais ao vivo), Nokia Trends Club (palco destinado aos DJ sets) e Nokia Trends Connecting Street (espaço de convivência com obras de arte urbana e multimídia, o que inclui o Resfest Mobile). A organização anuncia a presença de mil pessoas trabalhando na segurança, que evitou a superlotação usual do Anhembi limitando a oferta de ingressos. O festival terá à disposição 6 bares (110 metros de bares), 200 banheiros (12 deles adaptados para deficientes), 52 saídas de emergência (130 metros), praça de alimentação com 60 mesas e 240 cadeiras. A entrada é proibida para menores de 18 anos. O que eles dizem Ouçam só o que as bandas escaladas já disseram à reportagem: "Rita Lee foi uma influência maior para mim do que Nico, do Velvet Underground", disse Mira Aroyo, do grupo britânico Ladytron. "Gosto de Morrissey, mas nunca o conheci. Acho que ele é definitivamente cool, mas tenho meu estilo, não copio ninguém", disse Sam Endicott, o estiloso vocalista do grupo americano The Bravery, que chegou no início da semana ao Brasil e andou se refestelando em uma churrascaria carioca. "As bandas descobriram que não precisam estar em Londres ou Nova York para fazer rock hoje em dia. Pode ser em qualquer lugar. Com as novas tecnologias, com a internet, a informação está em todo lugar, é uma revolução. As bandas se comunicam e se projetam de outros modos", disse o vocalista e tecladista Steve Bays, do grupo canadense Hot Hot Heat. Atrações A maior parte do que se ouvirá no Anhembi a gente já conhece de décadas passadas. Parafraseando mal Cazuza, é um brechó de grandes novidades. The Bravery soa como a velha new wave eletrocutada e embebida em éter. Mas seus maiores hits, An Honest Mistake, Fearless e Unconditional, não deixam ninguém fora da festa, é irresistível. O grupo deve fazer 50% de seu show com músicas novas que integram seu próximo disco, que tem o título provisório de The Sun and the Moon e sairá no início de 2007. O Ladytron é um quarteto proto-eletrônico de Liverpool que prefere vestir preto a brincar de Submarino Amarelo. Acaba de ser lançado no Brasil, pela Trama, seu mais recente álbum, The Witching Hour, cujo candidato a hit é Destroy Everything you Touch, citação moderninha de Oscar Wilde ("Yet each man kills the thing he loves..."). O Hot Hot Heat vem com seu synthpop reformado, baseado num apurado senso melódico, letras apuradas (em Goodnight, goodnight, o vocalista Steve Bays canta para uma musa destroçada: "Você me constrange, você me constrange. Isso não é boa noite, isso é adeus"). Na linha nerds de carteirinha, chegam os rapazes do We Are Scientists (o vocalista Keith Murray, o baixista Chris Cain e o baterista Michael Tapper). Começaram abrindo shows para sensações emergentes do rock, como o Arctit Monkeys, e um dia chegaram ao improvável: em dezembro do ano passado, tocaram Nobody Move, Nobody Get Hurt na TV americana para milhões, no Late Show de David Letterman. Mas os rapazes do We Are Scientists só aparentam ser juridicamente incapazes. Têm boa formação musical e boas referências. Recentemente, junto a grupos como The Rakes, Mystery Jets, The Holloways, The Paddingtons, Cazals, Noisettes e Jamie T and the Guillemots, eles gravaram para um projeto beneficente em prol da Joe Strummer Foundation for New Music. Irmãos belgas, cultuados no País Os irmãos belgas Stephen e David Dewaele, que já são um culto absoluto no Brasil com as duas apresentações que seu conceito dance 2 Many DJ?s fez no País (nas edições do TIM Festival de 2003 e 2004),chegam agora apresentando seu grupo Soulwax, no qual Stephen canta e David toca guitarra. Filhos de Zaki Dewaele, uma lenda do rádio belga, os 2 Many DJ?s fizeram sua fama ainda no início dos anos 00, quando gestaram um disco de 45 faixas em um computador Mac G3, compilando tudo o que se ouvia no rádio na época, da música mais comercial ao punk rock mais visceral - e pouca coisa tinha autorização legal para o mashup dos garotos. Era a chegada de um tipo de "subversão" para a pista, com Nirvana ao lado de Michael Jackson, Emerson, Lake & Palmer abrindo espaço para Polyester. Eles conseguem achar uma vibe comum entre No Fun, punk rock dos Stooges, e a diabética Joe Le Taxi, com Hanayo e Jürgen Paape (aquela mesma que a Angélica cantava na TV como Vou de Táxi). Nokia Trends - Festival. Anhembi. Av. Olavo Fontoura, 1.209. Sábado, 21 h. R$ 120

Agencia Estado,

24 Novembro 2006 | 18h16

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