Terceira edição do Skol Beats traz várias novidades

Relacionar o Autódromo de Interlagos às tradicionais corridas de Fórmula 1 é coisa do passado. Amanhã, o lugar estará abrigando pela terceira vez o Skol Beats, maior festival de música eletrônica da América Latina, que arma sua estrutura em meio às pistas de corrida, trazendo expoentes da cena nacional e, principalmente, internacional. O festival traz mais uma vez à tona a cultura eletrônica, que sai do underground e chega ao grande público, criando interesse não só musical, mas também pela moda e vocabulário da tribo. Com algumas mudanças conceituais, o festival se aprimora e solidifica não só a sua existência como atração anual, mas também a marca Skol, que vem gradativamente investindo suas fichas na cultura eletrônica como modo de atingir os jovens. Em primeiro lugar, o evento deixa de visitar Rio e Curitiba. Para esta edição, a marca se concentra só em São Paulo. E por aqui, a idéia é democratizar - nem camarotes VIP o festival terá. "Queremos maximizar o evento", argumenta Carlos Lisboa, gerente de marketing da Skol. Para tanto, o esquema de divulgação foi maciço: TV, rádio, revistas, cinema, Internet, promoções e divulgações em outras cidades do País, e até parceria com a TAM, que oferece pacotes para a data. A CET também colabora com o festival, colocando ônibus saindo dos metrôs Jabaquara e República, e dos shoppings Interlagos e SP Market para Interlagos, durante todo o horário de funcionamento do Skol Beats. A distribuição das atrações também muda. Neste ano, são cinco tendas que as recebem. Mas, ao contrário das outras edições, nesse ano os DJs e bandas vão se apresentar em tendas que levam o nome de clubes ingleses, graças à direção artística do evento, que conseguiu estabelecer parcerias com quatro nomes referenciais da cultura club inglesa - uma das mais fortes do planeta. São eles: The End, Gatecrasher, Bugged Out!, e Movement. O evento conta ainda com tenda chill-out, onde o DJ Pathaan assume as pick-ups da meia-noite às 8h, duas tendas com praça de alimentação, e a tenda Skol Web Store, com coleção de roupas e acessórios. No segmento fashion, o Mercado Mundo Mix também arma suas tendas no Autódromo em versão compacta, com 30 expositores, entre artistas, serviços de massagem, tatuagem de henna e piercing, e sala S.O.S. Fashion. A novidade que promete os melhores momentos ao público este ano fica por conta da criação de um palco ao ar livre (outdoor stage). Neste espaço, estarão se apresentando as atrações mais esperadas do evento. Entre os nomes da programação do palco, estão a brasileira Fernanda Porto e a banda Kosheen, uma das precursoras do drum´n´bass nas rádios brasileiras. A dupla inglesa Groove Armada é outra que se apresenta no novo espaço. É definitivamente a presença mais aguardada do festival, não só graças ao sucesso internacional que a banda vem desfrutando (que atingiu depois dos álbuns ´Vertigo´ e ´Goodbye Country - Hello Nightclub´), mas também à popularidade que alcançou com a participação da faixa ´My Friend´ na trilha internacional da novela ´O Clone´. O responsável pelas mudanças do evento é Luiz Eurico Klotz, da Sponge Produções, que vem assinando todas os grandes acontecimentos da cena - assumiu a direção artística do Smirnoff Experience e do Bavaria Vibe em São Paulo. "Ainda não temos a grandeza de ter 100 ou mais atos em um só festival", argumenta Klotz. "Mas se conseguirmos alcançar o patamar de 40 mil pessoas de público, podemos chegar lá. Afinal, o intuito da marca é falar com todo mundo" No que depender das vendas, o diretor pode ir se preparando. Já na quarta-feira, a venda superou o público do ano passado em São Paulo. Foram vendidos, até aquele dia, 25 mil ingressos, o equivalente ao total de 2001 na cidade.

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