Tenda das Raízes leva cinco continentes ao palco

A intenção de Toy Lima, diretor artístico da Tenda Raízes, é ir além do que o termo world music possa sugerir. "A programação da tenda não será folclórica nem étnica", avisa o produtor. "Quero apresentar o que há de mais moderno na música do mundo." Para isso, as noites serão divididas por temas que vão abranger a musicalidade dos cinco continentes: a noite Primitiva, essa sim com um caráter mais folclórico: Um Tambor para Mundo Todo, que apresentará a influência percussiva; a Magrebe, que privilegiará as manifestações contemporanêas da África, em especial o rai, ritmo argelino; Música de Viajante, destacando a produção dos ciganos europeus; e Música Celta, uma das mais revisitadas pelos samplers da geração techno. Esses temas darão o tom da programação realizada dentro de uma área de 1.500 metros quadrados. Isso tudo, sem esquecer das noites Nova Música Africana e Mística.As atrações confirmadas são o maestro Ray Lema, do Zaire, Vera Trova Santiagueira, grupo do oriente cubano, Ketama, da Espanha, Desidenten, da Alemanha, e a cantora irlandesa Fiona Joyce. Destaque também para o poderoso mix sonoro e racial do grupo Afro Celt Sound System, o africano Benkokhelo, o sexteto pop senegalês Toure Toure, Dede Saint Prix, da Ilha de Guadalupe, o músico armênio Djivan Guasparyan, Orchestre Nacionale de Berber e para a cantora africana Rok Traore.O produtor lembra ainda a "sonoridade impressionante" do Gwana do Marrocos. O grupo mescla percussão e instrumentos de corda. "A Tenda Raízes tende a ser um dos locais diversos e conceituais do festival", prevê Lima.

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