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Temporada 2016 da Osesp terá 32 programas

Número é menor do que o apresentado em 2015; Paul Lewis e Nathalie Stutzmann são os destaques da programação deste ano

João Luiz Sampaio - ESPECIAL PARA O ESTADO, O Estado de S. Paulo

01 Outubro 2015 | 20h05

Com o tema Estado de Escuta, a temporada 2016 da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, anunciada na noite desta quinta-feira, 1º, na Sala São Paulo, terá 32 programas de assinaturas. Entre os convidados, destaque para o pianista inglês Paul Lewis, que, como Artista em Residência, fará um recital solo e a integral dos concertos para piano e orquestra de Beethoven. A contralto e maestrina francesa Nathalie Stutzmann, por sua vez, vai iniciar um projeto de três anos com a orquestra. Outros nomes incluem a violoncelista Sol Gabetta, os pianistas Gabriela Montero e Cristian Budu, o violinista Thomas Zehetmair e os maestros Richard Armstrong e Heinz Holliger. A abertura da temporada será no dia 10 de março, com Marin Alsop interpretando a Sinfonia nº 1, de Mahler.

"Para abrir os ouvidos/ para ampliar os sentidos/ para liberar o silêncio/ para acolher os sons/ para nos dar um tempo/ para nos dar o tempo". É com esses versos que o diretor artístico Artur Nestrovski explica o tema da temporada do próximo ano, que entende a música como "forma de resistência às pressões dispersivas que o excesso de informações e a compulsão de comunicação exercem sobre nós 24 horas por dia". "A música pode ser a salvaguarda nesse contexto", diz o diretor artístico da Osesp, Arthur Nestrovski. 

 

A Osesp fará quatro programas a menos de assinaturas do que em 2015. "É um número melhor para todo mundo, um padrão ideal para os próprios músicos. E precisamos ter margem para realizações como a turnê europeia, em agosto. Há também adequações técnicas que estamos fazendo, como no revezamento dos músicos, para evitar a necessidade de contratar artistas extras. Toda economia é importante nesse contexto", diz Nestrovski. Também houve uma redução no número de crianças atingidas pelo projeto Descobrindo a Orquestra: serão 70 mil, contra os 120 mil anunciados para 2015. "Na verdade, já este ano serão 70 mil. E isso se deve ao corte no repasse de verbas da Secretaria de Estado de Educação."

 

Marin Alsop vai reger dez programas de assinaturas à frente da Osesp. O número é o mínimo previsto pelo seu contrato, renovado no início do ano. A maestrina também estará à frente do grupo durante a turnê europeia, anunciada para agosto, e trabalhará durante uma semana no Festival de Campos do Jordão. Entre as peças que serão regidas por Alsop ao longo do ano estão o Réquiem de Verdi (março), o Choros 10, de Villa-Lobos (junho) e a Sinfonia nº 2 de Mahler (dezembro). 

 

Heinz Holliger e Thomas Zehetmair vão se dividir sobre o palco: em maio, o primeiro rege e o segundo sola (no concerto para violino de Bartók) e, em junho, eles invertem os papeis, com Holliger como solista no Concerto para Oboé de Eliott Carter. "Além disso, eles vão trabalhar com a Orquestra de Câmara e com a Orquestra de Sopros, o que será uma experiência incrível para os músicos", diz Nestrovski. O violoncelista Pieter Wispelwey toca em julho concertos para violoncelo de Saint-Saëns. Em agosto, Markus Stenz rege a Sinfonia nº 7 de Henze e o Concerto nº 4 de Camargo Guarnieri (com Paulo Álvares como solista). 

 

Nathalie Stutzmann fará dois programas diferentes, como regente, em setembro. No primeiro, interpreta a Grande Missa de Mozart; no segundo, rege a Sinfonia nº 4 de Schubert .O pianista Cristian Budu abre outubro como solista no Concerto nº 9 de Mozart e em uma nova peça de Rafael Amaral. Em seguida, Carlos Miguel Prieto rege um arranjo de Gunther Schuller para Treemonisha, de Scott Joplin; Sol Gabetta interpreta o Concerto de Elgar; e o barítono Stephen Genz canta Brahms com a orquestra e Juliett Letters, de Elvis Costello, com o Quarteto da Osesp.

 

A Osesp fará três ciclos em torno de compositores. Schubert em Foco terá obras como a Sinfonia nº 9 e a Sonata nº 9 em Si Maior. "Ginastera 100" celebra o centenário do argentino Alberto Ginastera, com obras como o Concerto para Cordas. "Duttileux 100", por sua vez, celebra o aniversário do francês Henri Duttileux: entre as peças, Tout un Monde Lontain, concerto para violoncelo e orquestra, com Christian Poltéra. O compositor transversal de 2016 será o húngaro Béla Bartók.

 

A Osesp encomendou obras a cinco compositores brasileiros - Maury Buchala, Jorge Villavicencio Grossmann, Roberto Sion, Rafael Amaral e Regina Porto. Além disso, a orquestra fará a estreia latino-americana de obras do escocês James MacMillan e do português Luis Tinoco. Serão dois os compositores visitantes: o americano Mason Bates e o inglês Julian Anderson. Além da continuidade do ciclo das sinfonias de Villa-Lobos (com Isaac Karabtchevsky) e Prokofiev (com Alsop), a Osesp começará em 2016 outros dois projetos, com obras de Francisco Mignone e Leonard Bernstein. 

 

A venda de assinaturas será feita em algumas fases. Na primeira, do dia 19 de outubro ao dia 8 de novembro, serão feitas renovações; nos dia 9 e 10 de novembro, serão feitas trocas para os membros do Programa Sua Orquestra; de 11 a 22 de novembro, será a vez das trocas de antigos assinantes; nos dias 23 e 24 de novembro, membros do Sua Orquestra poderão fazer novas assinaturas; e, de 25 de novembro a 4 de janeiro, serão abertas as vendas para novos assinantes. Mais informações podem ser obtidas pelo site www.osesp.art.br.

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