Axel Schmidt/Reuters
Axel Schmidt/Reuters

Templo da música eletrônica de Berlim abre para novos tipos de sons depois do coronavírus

Berghain, a boate mais famosa de Berlim, está recebendo 50 pessoas por vez na instalação sonora 'Eleven Songs'

Redação, Reuters

04 de agosto de 2020 | 12h13

Berghain, a boate mais famosa de Berlim, está pulsando novamente, mas desta vez o templo da música eletrônica desafia meses de isolamento pelo coronavírus para sediar a instalação sonora “Eleven Songs”.

A pandemia e as regras de distanciamento social adotadas para contê-la prejudicaram a exuberante vida noturna de Berlim, embora alguns clubes tenham exibido shows com espectadores sentados.

Na instalação em Berghain, a dupla de artistas tamtam comanda o salão principal do clube com alto-falantes que enchem a antiga usina com uma sequência variada de sons por uma hora.

“O desafio nesta sala era fazer com que sua dimensão falasse”, disse Sam Auinger, do tamtam, que cria instalações sonoras que permitem ao visitante experimentar uma sala como instrumento. “Você nunca pode trabalhar contra a física em uma sala como esta.”

Berghain, que é conhecida por suas longas filas e pelas decisões aparentemente arbitrárias do artista-segurança Sven Marquardt sobre quem entra, quebrou algumas de suas próprias regras para a exposição, incluindo a abertura de janelas para permitir o som da cidade.

“A cidade chega de vez em quando em lugares tranquilos, com carros, com buzinas”, disse o curador Carsten Seiffarth.

Com apenas 50 permitidos por vez, as filas não são tão longas quanto o normal. Os visitantes permanecem deitados no chão e deixando o som passar por eles.

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