José Manuel Vidal/EFE
José Manuel Vidal/EFE

Teerã nega permissão para Barenboim se apresentar no Irã

Ministério da Cultura do país negou entrada ao diretor da Orquestra Estatal de Berlim por sua relação com Israel

Juliana Domingos de Lima, Especial para O Estado de S. Paulo

28 de agosto de 2015 | 18h38

Pela primeira vez em décadas, o Irã receberia uma orquestra sinfônica do Ocidente. O acontecimento histórico, na esteira do acordo nuclear de EUA e Europa com o Irã, se daria no concerto de Daniel Barenboim, em negociação até esta sexta, 28, quando a autorização para que ele se apresentasse no País foi negada. A razão foi esclarecida por Hussein Nushabadi, porta-voz do ministério da cultura do Irã. Segundo a agência de notícias Fars, o ministério iraniano afirmou que "O Irã não reconhece o regime sionista e não vai trabalhar com artistas desse regime." Judeu de origem Argentina, Barenboim tem cidadania palestina e mantém, desde 1999, uma orquestra de jovens músicos de Israel e de países árabes.

Mal-me-quer. Rejeitado pelo governo iraniano, Barenboim já havia irritado alas de Israel quando decidiu ser o primeiro maestro a executar uma obra de Richard Wagner, compositor preferido de Hitler, em solo israelense. Sua proposta de dirigir a orquestra no Irã foi atacada também pela ministra de Cultura de Israel, Miri Regev. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.