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SERGIO CASTRO/ESTADÃO
SERGIO CASTRO/ESTADÃO

Teatro São Pedro abre série dedicada ao Brasil

Repertório traz obras de autores do século 20 e 21

João Luiz Sampaio, Especial para O Estado de S. Paulo

05 de fevereiro de 2015 | 03h00

O concerto do barítono Paulo Szot abre a temporada do Teatro São Pedro - a primeira sob o comando de Luiz Fernando Malheiro. E, ainda este mês, outros projetos criados pelo maestro serão estreados. Na semana que vem, no dia 10, acontece o primeiro concerto da série Música de Câmara Brasileira; um dia depois, trechos da ópera La Traviata abrem a programação de Vesperais Líricas; e, nos dias 20 e 22, terão início, com La Clemenza di Tito, de Mozart, as apresentações de Cortinas Líricas. 

A série Música de Câmara Brasileira tem como objetivo apresentar - utilizando artistas da orquestra do São Pedro, assim como membros da Academia de Ópera - a produção de autores brasileiros do século 20 e 21. Para Malheiro, é uma oportunidade de dar espaço "a um repertório imenso, que tem poucas chances de ser ouvido em salas de concerto, além da incontável quantidade de obras de compositores vivos que continua engavetada, ainda inédita".

A curadoria da série é do jornalista e crítico musical Irineu Franco Perpetuo. "Procurei seguir a orientação do Malheiro, ou seja, mergulhar na produção do século 20 e 21, abrindo um espaço grande para a música vocal, que é a vocação do teatro, mas mantendo uma variedade de poéticas e de gerações. É uma série abrangente, que vai do limite com o popular à produção mais experimental", explica ele. Perpetuo se lembra de um comentário do compositor Almeida Prado, para quem muitas vezes a estreia de uma obra era também sua última apresentação. "Por isso, além de prever estreias, programei obras já apresentadas fora de São Paulo, em séries importantes, como a da CPFL Cultura, em Campinas."

No primeiro concerto, serão tocadas obras dos compositores Maurício De Bonis, Rodrigo Lima e Marcus Siqueira, com participação da soprano Caroline De Comi, da flautista Sarah Hornsby e dos violonista Gilson Antunes e Luciano Cesar Morais. E Perpetuo ressalta alguns outros destaques da programação do ano, sempre com entrada franca. "André Mehmari e Marília Vargas vão fazer o repertório do disco Engenho Novo; será apresentada a ópera Domitila, de João Guilherme Ripper; haverá um concerto dedicado a Harry Crowl e homenagens aos 80 anos de Mário Ficarelli e ao centenário de Hans Joachim Koellreuter e Eunice Catunda", diz.

La Traviata, por sua vez, terá no elenco a soprano Elisabete Almeida, o tenor Hildomar Oliveira, o barítono Erick Costa, a soprano Débora Dibi e o baixo Gustavo Lassen, com Adrian Borges ao piano e direção cênica de Paulo Ésper (o espetáculo homenageia a soprano Heidi Lazzarini). Já La Clemenza di Tito será apresentada em versão completa com orquestra, que será regida pelo maestro Marcelo de Jesus. 

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