Teatro Rival comemora 70 anos com shows e livro

Hoje tem Surica, da Velha Guarda da Portela. Amanhã, o cantor Jerry Adriani, da Jovem Guarda. Arlindinho, do Fundo de Quintal, lota a casa às segundas e Paulinho Moska já tem data logo depois da Páscoa. No fim de abril, Fafá de Belém faz temporada de duas semanas. Nove entre dez estrelas da música escolhem o Teatro Rival para seus shows. A casa acaba de completar 70 anos e sua proprietária, a atriz Ângela Leal, que a herdou do pai, Américo Leal, promete festa até o fim do ano. Em julho ocorre a 3.ª edição do Prêmio Rival-BR de Música, homenageando o compositor Monsueto. Até dezembro, sai um livro contando a história do teatro."O Rival não tem currículo, tem alma, porque lançou grandes artistas, formou platéias e revitalizou a Cinelândia", festeja Ângela. Ela calcula que, desde 1990, quando reassumiu a direção da casa, passaram por lá cerca de 7 milhões de pessoas, a população do Rio. "Acredito que os artistas escolhem se apresentar aqui porque, como sou atriz, conheço os teatros do País, trato todo mundo como sempre quis ser tratada. Quem se apresenta aqui se sente em casa."

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