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Teatro Municipal tem nova falha de luz

Incidente ocorreu na récita de terça de ‘Don Giovanni’; sindicância interna foi aberta para apurar possível sabotagem

João Luiz Sampaio, O Estado de S. Paulo

18 Setembro 2013 | 21h57

Uma nova falha na luz interrompeu na noite de terça uma apresentação da ópera Don Giovanni, de Mozart, no Teatro Municipal de São Paulo. É o terceiro episódio registrado em produções da casa em pouco mais de um mês – em agosto, durante a ópera Aida, de Verdi, o elevador do palco parou de funcionar; e, no último domingo, a apresentação de Don Giovanni foi interrompida durante 15 minutos por conta de uma queda de energia elétrica.

Após o incidente na Aida, a Fundação Teatro Municipal já havia registrado ocorrência policial, que levou à instauração de um inquérito. Depois de domingo, José Luiz Herencia, presidente da fundação, pediu também a instauração de uma sindicância interna para apurar o possível envolvimento de funcionários, dando força à teoria de que os incidentes foram fruto de sabotagem. O resultado da investigação deve sair a princípio em 30 dias, mas esse prazo ainda pode ser renovado pela Prefeitura.

O Estado apurou que, na manhã de quarta, investigadores voltaram ao Municipal para realizar exames de perícia na mesa de controle da iluminação, a fim de identificar as origens do problema. O Municipal continua com sua programação normal e uma nova apresentação da ópera está confirmada para hoje à noite, a partir das 20 horas – a temporada da montagem, emprestada do Teatro Municipal de Santiago, no Chile, vai até o fim de semana, com récitas marcadas para sábado e domingo.

A tese de sabotagem surgiu já no incidente que interrompeu a ópera Aida. A suspeita interna aponta na direção de desentendimentos entre a nova gestão e funcionários de antigas administrações. O debate, nos últimos meses, chegou à internet, onde perfis falsos – Bidu Sayão Ressuscitada, Paulo Fortes Revoltado, Alma do Coro e Melômano Irritado, entre outros – entraram em confronto com funcionários e artistas da casa. Por conta disso, a investigação sobre as supostas sabotagens envolveu também a Delegacia de Crimes Digitais.

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