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Teatro Municipal de São Paulo anuncia séries sinfônica e de câmara

Concertos paralelos à temporada lírica começam em 31 de janeiro

João Luiz Sampaio - ESPECIAL PARA O ESTADO, O Estado de S. Paulo

15 Dezembro 2014 | 03h00

Com nove programas, o Teatro Municipal anunciou para 2015, além da sua temporada de óperas, a realização de uma série de concertos sinfônicos. A primeira apresentação vai ocorrer ainda em janeiro, no dia 31, quando a Orquestra Sinfônica Municipal toca, sob regência do maestro Pedro Halffter, peças de De Falla, Sibelius e Uma Vida de Herói, de Richard Strauss. 

Na sequência, nos dia 7 e 8 de fevereiro, John Neschling rege a Sinfonia nº 9 de Mahler. O diretor artístico do teatro comanda outros três programas da agenda: em julho, no Teatro Paulo Eiró e no Festival de Campos do Jordão, serão tocadas obras de Respighi, Villa-Lobos e Milhaud; no dia 7 de setembro, no Parque do Ibirapuera, acontece um concerto com árias e coros de óperas; e, em dezembro, duas importantes obras do final do século 19 e do século 20: Noite Transfigurada, de Schoenberg, e Alexander Nevsky, de Prokofiev.

A lista de regentes convidados inclui Max Valdéz, com a Sinfonia nº 6 de Shostakovich e o Concerto para Piano e Orquestra de Schumann, com solos do pianista Dang Thai Son; Yoram David, com obras de Mozart e Ginastera (as Variações Concertantes); e Christian Arming, que regerá programa no qual a violoncelista russa Tatjana Vassiljeva vai apresentar o Concerto para Violoncelo e Orquestra de Elgar. 

Música de câmara. Além da série sinfônica, o Municipal vai comemorar, ao longo de 2015, os 80 anos do Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo. O grupo terá três séries de concertos na Sala do Conservatório, na Praça das Artes, com um repertório formado em especial por Haydn, Mozart, Schumann, Schubert e Mendelssohn. E vai gravar um disco com quartetos de cordas de autores brasileiros: Almeida Prado, Osvaldo Lacerda, Camargo Guarnieri, Francisco Mignone, Radamés Gnatalli, Guerra-Peixe e Claudio Santoro. Está prevista também a estreia de uma peça escrita especialmente para o grupo por André Mehmari.

A programação de câmara também terá, pela primeira vez, conjuntos formados pelos músicos da Orquestra Sinfônica Municipal, como o Percoth, dos percussionistas, o quinteto de sopros Brasilis Ensemble e o Octeto Franz Schubert. Serão, ao todo, dez apresentações, com um repertório que vai de Mozart a composições do século 20. O Coral Paulistano, por sua vez, fará 52 concertos, divididos em três séries, realizadas na Praça das Artes, em unidades dos CEUs e em igrejas.

Óperas. Os concertos sinfônicos e de câmara programados pelo Municipal não estão incluídos na temporada de assinaturas do teatro, que se refere apenas às óperas. Serão apresentadas sete produções ao longo do ano: Otello, de Verdi; a dobradinha Ainadamar, de Osvaldo Golijov, e Um Homem Só, de Camargo Guarnieri; Thais, de Massenet; Eugene Oneguin, de Tchaikovski; Manon Lescaut, de Puccini; Lohengrin, de Wagner; e Così Fan Tutte, de Mozart.

Para as óperas, novas assinaturas serão vendidas até o dia 31 de janeiro, com opções de três, quatro, cinco, seis ou sete espetáculos. Os preços variam entre R$ 150 e R$ 840. Mais informações no site http://www.compreingressos.com/theatromunicipaldesaopaulo/assinaturas.

Conservatório terá obras contemporâneas em 2015

Em 2015, o Municipal lança nova série de concertos, dedicada à música contemporânea. Serão sete apresentações, com a estreia de seis peças encomendadas especialmente para o projeto.

No dia 30 de abril, apresenta-se o Percorso Ensemble, dirigido pelo percussionista e maestro Ricardo Bologna. O grupo vai estrear obra de Marcílio Onofre e interpretar ainda Jorge Villavicencio, Felipe Lara e Eduardo Guimarães Álvares.

Em maio, o pianista Horácio Gouveia apresenta obra encomendada a Rodrigo Lima no concerto Caixas, Cartas e (A)Notações. O repertório é todo dedicado a compositores do século 20: Pierre Boulez, Almeida Prado e Silvio Ferraz. Ferraz, por sinal, terá peça estreada em junho, no concerto do Trio Puelli: a apresentação foi batizada de Soy loco por ti, e faz um panorama da música das Américas, tema do último disco do conjunto.

Em agosto, os compositores Flo Menezes e Fernando Riederer são destaques em Música em duas dimensões, com peças para dois percussionistas, flauta e difusão eletroacústica E, no mês seguinte, apresenta-se o PIAP, conjunto de percussão ligado à Unesp, ainda sem repertório definido. Já em outubro, é a vez da Camerata Aberta, que será regida por John Neschling e Eduardo Strausser, fazendo a estreia de encomenda a Alexandre Lunsqui. O encerramento, em novembro, terá a versão integral de As Canções do Mendigo que Sabia de Cor os Adágios de Erasmo de Rotterdam, de Leonardo Martinelli.

Os destaques

Fevereiro

Sinfonia nº 9 de Mahler; John Neschling, regente

Abril

Obras de Schumann e Shostakovich; Yoram David, regente; Dang Thai Son, piano

Julho

Obras de Respigh, Villa-Lobos e Milhaud; John Neschling, regente

Agosto

Obras de Lekeu, Elgar e Franck; Christian Arming, regente; Tatjana Vassiljeva, violoncelo

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