Greg Allen/AP
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Taylor Swift retira catálogo de serviço de streaming

Toda a discografia da moça está indisponível para os usuários do serviço desde segunda (3)

David Bauder, AP

04 de novembro de 2014 | 10h14


O Spotify deixou de fazer o streaming da discografia da cantora americana Taylor Swift nesta Segunda (3), a pedido da própria cantora, formando uma luta entre a empresa líder de um novo sistema de distribuição de música e a artista mais popular da indústria.

O serviço de streaming de música soou como um namorado contrariado na declaração que anunciava a separação. Ele dizia que os empresários de Swift pediram que sua música fosse retirada já no fim da semana, o que só foi feito na segunda (3), quando todas as canções de Swift se tornaram indisponíveis para os mais de 40 milhões de usuários do serviço. "Nós éramos jovens quando vimos você, mas agora há mais de 40 milhões de nós que queremos que você fique, fique, fique", disse o Spotify. "É uma história de amor, baby. Apenas diga sim". Uma porta-voz de Swift, cujo single 'shake It Off' foi a música mais tocada no Spotify na semana passada, não retornou com uma ligação imediata para fazer um comentário.

A decisão significa que uma grande quantidade dos fãs terão apenas uma opção para ouvir o novo disco de Swift, 1989: comprá-lo, o que centenas de milhares de pessoas já fizeram. A artista mais influente da música está simultaneamente fazendo um gesto político e uma estratégia de negócios ousada.

Mais de 700.000 pessoas compraram 1989 em seus dois primeiros dias de venda, na semana passada, de acordo com o SoundScan da Nielsen, uma empresa de pesquisa americana. Isso já supera o maior sucesso de vendas do ano passado, o disco Ghost Stories, do Coldplay, que vendeu 383.000 cópias em maio. O analista de música da Nielsen, David Bakula, disse que Swift - com uma turnê mundial marcada para o ano que vem - está no caminho para ultrapassar as 1,2 milhões de cópias vendidas na primeira semana de vendas de seu último álbum, Red.

A atitude de Swift tem precedentes. Ela retirou Red do Spotify por um breve período quando o álbum foi lançado, embora ela não tenha feito o mesmo com todo o seu catálogo e 'red' eventualmente tenha voltado ao Spotify. Recentemente, a cantora escreveu no Wall Street Journal que artistas deveriam lutar para ser pagos de acordo com seu valor.

"Música é arte, e a arte é importante e rara", escreveu Swift no jornal. "Coisas raras e importantes são valiosas. Coisas valiosas merecem ser pagas. É de minha opinião que música não deveria ser dada de graça, e minha previsão é que artistas e suas gravadoras vão decidir, um dia, qual é a razão do preço de um álbum. Eu espero que eles não se subestimem ou desvalorizem sua arte."

Os serviços de streaming de música e compartilhamento de arquivos têm baixado consideravelmente as vendas de bandas e artistas nos últimos dois anos. Muitos reclamam que as taxas que o Spotify paga às gravadoras, com uma porção eventualmente afunilada para os músicos, são pequenas demais.

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