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Tango comemora os 75 anos do mito Carlos Gardel

Cantor levou o tango de Buenos Aires a Paris, Nova York e ao resto do mundo

23 de junho de 2010 | 16h22

BUENOS AIRES (EFE) - O tango argentino comemora nesta quinta, 24, os 75.º aniversário do mito Carlos Gardel, falecido em um acidente aéreo na cidade colombiana de Medellín, no meio de uma turnê latina.

 

Os fãs do cantor que com sua voz levou o tango de Buenos Aires a Paris, Nova York e ao resto do mundo, vão prestar homenagens a ele no cemitério portenho de Chacarita, onde seus restos descansam desde 1936.

 

O Museu de Gardel, no bairro de Abasto, onde o artista viveu com sua mãe, Berta Gardés, será cenário de um recital de tangos e uma exposição sobre a morte do artista.

 

Neste ano, comemora-se também os 120 anos do nascimento do cantor em 11 de dezembro de 1890, em Toulouse, na França. O mausoléu de Gardel, que inclui uma estátua do artista já está enfeitado com flores e oferendas de todo tipo e é visitado por turistas de todo o mundo.

 

Gardel deixou milhares de gravações e cerca de 20 filmes e musicais, já que foi pioneiro do tango na música e nos musicais. Foi também ator e produtor de cinema.

 

"Vou ver minha velha (mãe) agora. Não sei se voltarei, por que o homem propõe e Deus dispõe. Mas é tal o encanto desta terra que me recebeu e se despede de mim como se fosse seu filho, que não posso lhes dizer adeus, mas até sempre", disse Gardel um dia antes de sua morte nos microfones da rádio La Voz de la Victor em Bogotá.

 

Gardel cantou pela última vez o tango "Tomo y Obligo" do terraço da emissora e foi aclamado por uma multidão. No dia 24 de junho de 1935, o avião que o conduzia de Medellín a Cali se chocou com outro estacionado na pista o que causou uma explosão que matou 12 dos 15 ocupantes de ambas as aeronaves, entre eles o artista e o compositor Alfredo Lepera.

 

A tragédia foi presenciada por milhares de pessoas que estavam no aeroporto para se despedir de Gardel, que já tinha passado em turnê por Porto Rico e Venezuela e devia seguir para o Panamá, Cuba e México antes de voltar a Buenos Aires.

 

Falou-se à época que o piloto do avião Ernesto Samper Mendoza, estava furioso e teve uma áspera discussão com o artista, a quem acusava de roubar-lhe a noiva, fato que nunca pode ser comprovado.

 

Também houve quem dissesse que a tragédia foi consequência de uma 'guerra' entre as duas companhias que disputavam o incipiente mercado aeronáutico colombiano.

 

Mas oficialmente a explicação para o acidente foi um desnível na pista do aeroporto e um vento transversal que impediu a Samper evitar o choque com o outro avião, estacionado demasiadamente próximo da zona da decolagem

 

O enterro do popular cantor foi acompanhado por um longo cortejo fúnebre desde o cemitério de San Pedro de Medellín, onde permaneceu até fins de 1935, quando começou um penoso translado por vários países que terminou no cemitério portenho de Chacarita, em 6 de fevereiro de 1936.

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