WILTON JUNIOR/ESTADÃO
WILTON JUNIOR/ESTADÃO

System of a Down e o curioso caso da banda que cresce sem fazer esforço

Banda encerrou os shows desta quinta-feira, 24

Pedro Antunes , O Estado de S. Paulo

25 de setembro de 2015 | 01h56

Duas imagens que dizem muito. Queens of Stone Age lançou no ano passado um ótimo disco de inéditas, mas era possível encontrar alguns dorminhocos ao redor do Palco Mundo, nessa noite de quinta-feira, 24, no Rock In Rio. Pouco tempo depois, vejo o System of a Down. Dorminhocos acordaram, enfim. Pularam ao som do grupo que não tem nada de novo no mercado desde o álbum Hypnotize, de 2005.

Em dez anos, o System of a Down deu um tempo, voltou, tocou pelo mundo, inclusive no Rock In Rio de 2011. Nunca mais veio um novo álbum. E, segundo o termômetro dessa edição do festival carioca, isso faz alguma diferença? Aparentemente, nenhuma.

Bastou a banda aparecer no palco com I-E-A-I-A-I-O que tudo tremeu. A crítica musical reclama da falta de novidade, mas só ela. Aerials, Chop Suey, entre outros sucessos da banda, levantam essa multidão de 85 mil pessoas como poucas bandas são capazes.

A química entre Serje Tankian, vocalista, e Daron Malakian, guitarra e voz, mantém a plateia com o entusiasmo necessário. Há peso, há pancada, há gritos estridentes. Tudo tem espaço na insanidade que é o circo promovido pelo SOAD.

É reflexo de uma nova geração de roqueiros que se reuniram na Cidade do Rock. Gente que cresceu ao som do System of a Down, mesmo que sem um disco de inéditas. A banda cresceu sem esforço. Com seus shows explosivos, no máximo. E o termômetro do Rock In Rio mostra que está tudo bem.

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