Suspense precede show de Amy Winehouse no Rock in Rio

Produção garante que cantora já chegou para concerto e pediu iogurte, mel, limão, entre outras coisas

Jotabê Medeiros, enviado especial,

04 de julho de 2008 | 14h52

Judia do bairro londrino de Southgate, a cantora Amy Jade Winehouse celebrizou-se por conseguir fazer uma ponte entre um certo período da música negra americana e um angustiante sentimento de abandono existencial. Tem apenas 24 anos e estaria no auge agora, mas - a exemplo de outros ídolos trágicos da música, como Kurt Cobain - ela foi vista e ouvida por poucos e impressiona bastante por transmitir a sensação de que há poucas chances de vê-la efetivamente em ação. Brigas, drogas, álcool, desorganização afetiva: ela transmite a idéia de que vai desaparecer antes mesmo de viver o auge.   Veja também:  Limão: veja atrações; vídeos, fotos e muito mais  Teste seus conhecimentos sobre o festival  Gravadora coloca Amy Winehouse em 'prisão domiciliar'   Pois bem: hoje é um desses dias raros em que se poderia ouvir Amy. Ela é aguardada para um show no Rock in Madrid, daqui a duas horas, e seus empresários monitoravam esta manhã seu embarque desde a Inglaterra para cumprir seu contrato. Nada disso garante que, em duas horas, a diva entre em cena aqui em Madri, logo após o show dos conterrâneos do grupo Stereophonics.   Uma lista na parede ostenta suas exigências à produção: gengibre, lima, limão, mel, frutas, saladas, iogurte de soja e natural, pão de homus e pão de cebola. Ela já está na área, dizem os que zanzam pelos bastidores.   Amy e seus apliques, Amy e suas roupas e suas tatuagens malfeitas: ela é um ícone juvenil, e as garotas que a imitam se multiplicam pelo gramado do Rock in Rio em Arganda del Rey, um parque de diversões musical de 200 mil m2 e 50 milhões de euros numa cidadezinha de 14 mil habitantes.   Maior festival de música já realizado no País, o Rock in Rio, pode voltar ao Brasil antes da Copa de 2014, quando será realizado na Cidade do Rock, em Jacarepaguá. O empresário Roberto Medina, que criou a mostra em 1985, disse que está em negociações para trazê-la ao País já em 2010. O mais curioso é o lugar: São Paulo. Medina revelou que já está em busca do lugar ideal para a realização do festival, e um dos que lhe foram indicados é o Parque Villa-Lobos - alguns o desencorajaram a respeito do local, dizendo que a potência do som poderia incomodar residências próximas. Mas a casa mais próxima do local almejado - a mesma região onde ficou o Cirque du Soleil - fica a cerca de 1 km do local, o que torna a região mais do que aceitável.   Se Medina - que já tem um forte grupo empresarial paulistano interessado em bancar o festival - fechar a nova data em São Paulo, o Rock in Rio voltará a ser realizado no País após 9 anos (a última edição foi no Rio de Janeiro, em 2001). Haveria então três festivais Rock in Rio ao mesmo tempo - Lisboa, Madri e São Paulo (a diferença é que os europeus serão em julho e o festival no Brasil será em Janeiro).   Medina falou à reportagem na Cidade do Rock em Madri, um complexo que mistura conceitos de entretenimento, comércio e publicidade que custou 20 milhões de euros só na construção de sua base, e outros 30 milhões de euros para se efetivar como um festival de musica. Fica em Arganda del Rey, cidade a cerca de 30 km a sudeste de Madri, e a municipalidade construiu a infraestrutura básica do festival, que tem uma semana de moda, um parque de diversões e diversas estruturas de esportes radicais pela espaço, que foi uma antiga chácara de produção de produtos avícolas.

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