Supla enfrenta a fúria de punks em SP

O roqueiro Supla passou por maus momentos no último sábado, no festival punk O Fim do Mundo, que foi realizado na Casa de Cultura Tendal da Lapa. O roqueiro apareceu por volta das 20h para assistir aos shows das bandas Agrotóxico e Invasores do Cérebro e foi agredido por alguns participantes do festival. A seguir, ele conta como foi a experiência: Jornal da Tarde - Como foi?Supla - Cheguei lá e um cara da platéia subiu no palco, tomou o microfone e disse algo como "Fora Supla capitalista!". (risos) Aí teve um grupinho de cinco, seis pessoas, que começou a me xingar e querer jogar coisas.E como você reagiu? Fiquei chateado, mas na minha. Simplesmente saí da frente do palco e fui para trás.Não foi embora mais cedo por causa do incidente? De jeito nenhum! Fui lá para ver os meus amigos e não ia sair de lá por causa de alguns caras. Vou a muitos shows de punk e sempre é no maior respeito.Mas houve o incidente do show dos Ramones... Sim, pô! Mas isso foi há muito tempo, em 96. Um grupinho ficou cuspindo em mim (risos)Como encara essas reações?Consigo entender o fato de um cara não gostar de mim, ficar revoltado por ser filho da prefeita de São Paulo e de um senador. Mas se você não gosta meu, fica na sua! Violência gera violência. Não faça com os outros aquilo que não gostaria que fizessem com você, certo? Além disso sou músico, mereço respeito. Mas na boa. Estou tranquilo.Você se considera um punk? (Bravo) O que você conhece do movimento punk? Nada, meu! Quem acha que ser punk é ser um cara f...., desempregado... Mas ser punk é muito mais: é um conceito, uma energia, tem uma parte sexual e me identifico. Minha carreira vai muito bem, obrigado. Lanço meu novo CD em novembro, Político e Pirata, nas bancas a R$ 12,90. Além disso, a venda das minhas roupas na Riachuelo vão muito bem. Sou um cara bem-sucedido.

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