Antonio Lacerda/EFE
Antonio Lacerda/EFE

Supergrupo de Andreas Kisser, De La Tierra faz metal eclético e latino no Rock in Rio

Veja quatro fatos fundamentais do show que abriu o Palco Mundo nesta sexta-feira, 25

Guilherme Sobota, O Estado de S. Paulo

25 de setembro de 2015 | 20h33

Quatro fatos fundamentais sobre o show da banda De La Tierra, que abriu o Palco Mundo nesta sexta-feira, 25:

1. Escalação. O De La Tierra é um supergrupo: todos os músicos já fizeram parte de outras bandas relevantes e se reuniram em 2004 (mas só passaram a tocar com frequência depois de 2012) para produzir material próprio.

2. Andreas Kisser. Ele já subiu mais de uma vez ao palco deste Rock in Rio, inclusive na quinta-feira, ao lado de Alice Cooper, Joe Perry e os Hollywood Vampires. Kisser é um dos grandes guitarristas de heavy metal do mundo e um verdadeiro agitador cultural: vê-lo em qualquer lugar tocando rock n roll é sempre uma boa notícia.

3. Portunhol. Com membros argentinos, mexicanos e brasileiros, é interessante notar a mistura linguística que provém das letras da banda. "Santos guerrilleros, asesinos del amor, os abusos de hoje do querer", diz a letra de San Asesino, executada com entusiasmo no palco Mundo. A resposta do público é ótima quando o vocalista Andrés Giménez diz que eles são a única banda latina do festival. O baixista Sr. Flavio também é argentino.

4. Som autoral. Até pelas raízes bem estabelecidas de cada membro da banda (que vão do heavy metal puro ao rock mais pop do Maná, banda do baterista Alex Gonzales), o que sai da união dos quatro é um som que transita bem entre os subgêneros do metal. Isso faz com que o show nunca caia na monotonia que a uniformidade bem ensaiada de bandas de metal às vezes proporciona. Até a versão de Polícia, do Titãs, incorporou bem elementos do rock pesado com a letra consagrada.

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