Sucesso do Pixies dá fôlego a festival de Curitiba

Não foi somente o público que vibrou com o show antológico da banda norte-americana Pixies na segunda edição do Curitiba Pop Festival (CPF) no último fim de semana. Eles também adoraram. A produtora do festival, Paola Wescher, conta ter ouvido da própria banda a garantia de que esta foi a melhor apresentação do Pixies desde o seu inesperado retorno aos palcos. "Todos falaram que foi o melhor show da turnê até agora, a melhor passagem de som, a melhor organização e o melhor público", comemora Paola em entrevista à Agência Estado, destacando que eles tocaram três músicas a mais do que o previsto no set list do show. "Mesmo depois dos problemas que enfrentaram no aeroporto, na volta, o empresário da banda mandou mensagens agradecendo os bons momentos que eles passaram no Brasil." A nova turnê dos Pixies começou no dia 14 de abril em Winnipeg, no Canadá, teve 13 shows na América do Norte e a providencial passagem por Curitiba. Agora, seguem para a Europa para mais 16 shows previstos até meados de julho.A boa energia do público brasileiro é um dos motivos para o CPF ter conseguido trazer os Pixies com exclusividade ao Brasil. Paola conta que desde a primeira edição do festival com a presença da banda Breeders (da baixista do Pixies, Kim Deal), no ano passado, sempre manteve contato com Deal através de e-mails e telefonemas. Quando soube dos boatos sobre a volta do Pixies, não teve dúvida: ligou para a baixista e cobrou: "quero o telefone do empresário!", que ainda negava os rumores. "Quando veio a confirmação, o empresário sempre me dizia que só estava falando comigo por causa da Kim Deal, que lhe contara que o show aqui em Curitiba tinha sido o segundo melhor da história da banda", diz a produtora.Segundo Paola, isso facilitou bastante as coisas, mas o que determinou mesmo a vinda do Pixies foi o bom e velho cachê. "O que mais conta é ter dinheiro para pagar. E para pagar na hora. O fato é que eu paguei, cheguei primeiro e tive a grande vantagem de ter conhecido a Kim Deal no ano passado", explica, sem revelar valores. Ela conta ainda que tentou "vender" o show para produtores em São Paulo - fãs, contenham a raiva - mas que eles não se mostraram dispostos a pagar o cachê pedido. "Aí tanto eu quanto a banda desistimos de levar o show para fora e nos concentramos aqui no festival."O fato de o CPF ter conseguido trazer o Pixies e o Teenage FanClub permite planejar voôs altos para as próximas edições do já principal festival de rock alternativo do País. Paola diz que isso não significará, no entanto, uma mudança da cara do festival para um evento de enormes proporções. "Já me perguntaram se a próxima edição vai ter Radiohead aqui. Claro que eu gostaria que eles tocassem, mas há pessoas que têm muito mais cacife do que eu para trazê-los e a idéia não é virar um megafestival de rock", afirma a produtora, que garante não abrir mão das bandas independentes no CPF.

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