Stones e U2 marcam volta de empresário aos shows

Os shows dos Rolling Stones, dia 18 em Copacabana, e do U2, 20 e 21, no Pacaembu, marcam a volta do empresário Luiz Oscar Niemeyer aos espetáculos, depois de 12 anos em que ele dirigiu a gravadora BMG. Para o primeiro, associou-se à prefeitura do Rio que faz réveillon no local, com 2 milhões de pessoas, o dobro do esperado para os Stones. O U2 é parceria com Alexandre Accioly, empresário da área de entretenimento (é dono do Gero carioca, da rede de academias Ah! Bodytech e reabriu o Noites Cariocas, no Morro da Urca). "A ansiedade é grande, mas o resultado será satisfatório", diz Niemeyer, depois de examinar a maquete do show do U2 e checar a lista vip dos Stones (não a de convidados da Claro e da Motorola, na praia, mas as 200 pessoas que verão o show do Copacabana Palace, entre eles o cantor Lulu Santos, empresariado por Niemeyer, e Caetano Veloso, com Paula Lavigne e o filho deles, Zeca). "A gente teve o problema inicial da venda do U2, devido ao excesso de demanda, mas isso está resolvido." Para Luiz Oscar, a procura pelo show do U2 foi inédita. Não aconteceu no Rock in Rio 1, que produziu para a Artplan, em 1985. Nem nos Hollywood Rock que fez na Praça da Apoteose nos anos seguintes, embora as atrações fossem Nirvana, UB40, Duran Duran, Tears for Fear, Living Colors ao Rio no auge da fama. Também não ocorreu nos shows de Bob Dylan, Paul McCartney, Eric Clapton e Paul Simon, todos trazidos por Niemeyer. "A lotação do U2 esgotou em poucas horas no exterior, mas no Brasil ninguém compra ingresso antes. Paul e Eric Clapton tiveram venda aberta um mês antes e só lotaram na véspera", lembrou, assumindo a responsabilidade pelo problema. "Nosso erro foi pensar que agora também seria assim. Nosso telemarketing recebeu 900 mil chamadas na venda para o segundo show do U2, só no domingo passado. Isso nunca aconteceu no Brasil." Depois dos shows, ele quer descansar com a família na Bahia e desconversa sobre a possibilidade de trazer de novo Paul McCartney e Madonna. As conversas com o ex-beatle já começaram, garante ele, reticente. "Não falo sobre o que pretendo fazer, mas quero continuar produzindo grandes espetáculos."

Agencia Estado,

13 de fevereiro de 2006 | 11h29

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