SP sedia etapa final do Free Jazz Project

Termina em São Paulo a última etapado Free Jazz Project, um novo festival de música pop nacionalque estreou no Rio, em agosto, e tem apresentado trabalhosinteressantes da safra atual, mas não somente aqueles que já têmgravadora ou discos. Idealizado para ser itinerante, ele tambémpassou por Curitiba e Porto Alegre. Foram apresentadas atraçõesdiferentes em cada capital, de várias Estados do País. Porém, hásempre artistas do local. Ele ocorre desta terça-feira até aquinta, na Tom Brasil, a partir das 21h30.São nove atrações nesta edição, divididas em trêsnoites. Amanhã, predomina a linguagem musical da culturahip-hop, o rap. Os shows são do grupo Faces do Subúrbio, daAcademia Brasileira de Rimas (ABR) - uma reunião de rappersresidentes em São Paulo que tem uma proposta diferenciada defazer rap com certo apreço pela língua portuguesa, e com basesde música nacional - e de Marcelo D2 (do Planet Hemp),acompanhado do Hip Hop Rio, que é um aglomerado de rapperscariocas (eles formam e movimentam a cena hip-hopper do Rio, naLapa).Na quarta-feira, a noite tem mais variação musical. Ogrupo instrumental 3Dux, de sonoridade que oscila entre a músicalatina e surf music; o Brasov, um grupo carioca quase caricatoque toca todo tipo de música com uma leitura instrumental quefica no limite de banda de coreto de praça e big band; e, namesma noite, a banda Penélope, já conhecida por fazer um poprock.A última noite reserva atrações que, além de diferentesentre si, indicam caminhos no pop. Os novos (fora do circuitoalternativo, pois nessa cena já têm respeito) são: o Bojo, umconjunto de música eletrônica bastante interessante e com umespírito jazzístico de improvisação; e Bangalafumenga, que fazum som "junta tudo" do Rio, com funk (não o das cachorras) ecavaquinho. Divertido. Por fim, o mundo livre s/a com sualeitura particular da música nacional, que inclui samba rock (afonte é o Jorge Ben), choro (sujo) e rock.O Free Jazz Project é uma porta relevante para escoaressa produção musical que, mesmo agitada, não tem muitos meiospara se divulgar. Os espaços ainda são restritos, muitas vezescom estruturas capengas. Mas há bons exemplos, como oindependente Abril pro Rock, no Recife, e o Humaitá pra Peixe(que é menos ambicioso esteticamente), no Rio. Inclusive, foipor meio do Humaitá pra Peixe que se iniciou o Free JazzProject. O produtor Bruno Levinson comanda os dois eventos.Dessa primeira edição do festival, serão escolhidos doisnomes para tocarem na edição do Free Jazz Festival.Free Jazz Project. Amanhã (04), Faces do Subúrbio,Academia Brasileira de Rimas e Marcelo D2 e Hip Hop Rio.Quarta-feira, 3Dux, Brasov e Penélope. E quinta, Bojo,Bangalafumenga e mundo livre s/a. De amanhã(04) a quinta, apartir das 21h30. R$ 20,00. Vendas pelo tel. 0800-136666 (taxade R$ 4,00 por entrega). Tom Brasil. Rua das Olimpíadas, 66,tel. 3845-2326. Até quinta.

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