Rafael Arbex/Estadão
Rafael Arbex/Estadão

Soundgarden fecha Palco Onix do Lollapalooza com catarse

Sem caixas de som avançadas na plateia, público do fundão fica com 'sobra'

Julio Maria, O Estado de S.Paulo

06 de abril de 2014 | 20h17

A maior procissão da última noite do Lollapalooza se formou por volta das 18h. Uma hora antes do Soundgarden aparecer no distante de tudo Palco Onix, grande parte das 80 mil pessoas que lotavam o Autódromo se compactaram dos outros palcos - Interlagos e Skol -  em uma horda impressionante para caminharem espremidas por 25 minutos. E lá, pontualmente, às 18h55, Chris Cornell surgiu à frente do Soundgarden para um dos shows mais esperados, apontado como um dos melhores da edição chilena do evento.

A vista do alto do morro, em frente ao vale onde o palco é montado, ficou impressionante neste momento. Cornell começou olhando para a guitarra e para baixo, sem posturas de diva, quase indiferente ao calor dos fãs. Searching with my Good Eye Closed, The day I tried to live, Flower, Outshined e a nova Been Away Too Long. Black Hole Sun veio logo, foi a quinta, mas, antes mesmo, as cenas na multidão ficaram cinematográficas. Na segunda música, sinalizadores piscantes e coloridos eram erguidos acesos provocando um grande efeito visual. Cornell resolveu então filmar a plateia com seu celular e incitar o público: "São Pauo, Lollapalooza, Brasil!"

O som não foi projetado para quem resolveu não entrar no tumulto, se posicionando mais próximo das grades do fundo da pista. Diferentemente do Rock in Rio, os técnicos não usaram PAs, as grandes caixas de som, avançados na plateia. Assim, o que chegou para o público distante não foi mais do que sobra do som que era disparado para quem estava mais próximo do palco. O Soundgarden tocou muito, mas quem se pagou o preço do aperto ouviu melhor.

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