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Som a Pino: 'Vai Malandra'

Dizem muito que não se faz mais música brasileira como antigamente, não mesmo, os caminhos são outros, mas os resultados, riquíssimos

Roberta Martinellli, O Estado de S.Paulo

26 Dezembro 2017 | 02h00

Os melhores do ano. Confesso que tenho um pouco de desconfiança da hora da escolha, mas participo. Faz parte..., mesmo assim, acho importante grifar que a comparação em arte é impossível. Logo, escolher o melhor é um jogo do mercado. E como hoje é a última coluna do ano e eu resolvi colocar alguns destaques do ano para mim. 

São muitos, ainda bem! Dizem muito que não se faz mais música brasileira como antigamente, não mesmo, os caminhos são outros, mas os resultados, riquíssimos. Vamos ao destaques! 

2017 é ano de Rincon Sapiência que, depois de anos de carreira, lançou o primeiro disco Galanga Livre; é de Tim Bernardes, que lançou seu primeiro trabalho solo, Recomeçar, e colocou todo mundo para chorar e amar; é de Tulipa Ruiz e Gustavo Ruiz, que lançaram um álbum mais cru, com a voz em outro lugar; é ano de Letrux, que espalhou tanto climão que lotou todos os lugares por onde passou e deixou gostinho de quero mais; é de Luiza Lian, que encantou cada canto em que passou e transformou cada palco em uma instalação; é ano de Pabllo Vittar, que foi aclamada no Rock in Rio, fora os hits, fora o sucesso; é ano de Chico Buarque, que lançou disco e neste disco tem a música obra-prima As Caravanas, com participação de Rafael Mike do Dream Team do Passinho; é comemoração de 20 anos da banda Cidadão Instigado; é ano de Curumin, que lançou um disco atualíssimo, Boca; é ano de Baco Exu do Blues bebendo vinho e quebrando as taças; é ano de Giovani Cidreira, cantor e compositor baiano com o jeito aberto de viver que inspira; é ano de Linn da Quebrada e seu Pajubá; é do Eletrocardiograma de Flora Matos; é de Luedji Luna encantar com seu corpo no mundo; é da Casa de Francisca no Palacete Teresa – casa tão preciosa para a nossa música; é ano de Tom Zé (porque sempre é); é de Gilberto Gil celebrando 40 anos de Refavela; é de Liniker e Johnny Hooker juntas em Flutua; é de Cesar Lacerda fazendo versão para Pitty Me Adora; é de Tiê cantar com Luan Santana música de Rafael Castro; é de Lira Neto e o livro Uma História do Samba – As Origens; é de carnaval de rua com A Espetacular Charanga do França; é de Sambas do Absurdo; é de luta contra o congelamento da verba destinada à cultura; é de Francisco, el hombre; de tentativas de censura (socorro!); de perder Belchior e ganhar uma biografia de Jotabê Medeiros; de sentir a saudades de Melodia; é de pedido por Diretas; de Otto com Ottomatopéia; de Mallu Magalhães, As Bahias e a Cozinha Mineira, Nina Becker, Xênia França, Boogarins, Lucas Santtana, Caetano Veloso e seus filhos, Criolo, Kiko Dinucci, Far From Alaska, MC Fioti, Maglore, Paulo Miklos, Rimas e Melodias; é ano de Anitta, que lançou no fim de 2017 o hit Vai Malandra.

E assim vamos!

Até o ano que vem. 

MÚSICA DO ANO 

As Caravanas

Foram muitas canções lançadas, tantas cantadas... Escolher uma seria impossível se não fosse As Caravanas de Chico Buarque. A herança de um Brasil terrível na orla carioca cheia de gente fina. 2018 já está chegando e com ele o show do Chico em SP e no Rio. Contagem regressiva valendo. Vem, Chico

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